A tecnologia é uma parte indispensável de nossas vidas. Desde o momento em que acordamos até a hora de dormir, estamos constantemente interagindo com dispositivos eletrônicos, aplicativos e sistemas automatizados. A cada dia, novas tecnologias são desenvolvidas e lançadas no mercado, prometendo facilitar ainda mais nossa rotina e nos manter conectados com o mundo. Mas será que estamos realmente tirando o máximo proveito dessas ferramentas? Para a futurista Amy Webb, a resposta é não. Em sua visão, o futuro da tecnologia está na “inteligência viva”.
Mas o que é exatamente essa “inteligência viva”? Segundo Amy Webb, trata-se de sistemas capazes de sentir, aprender, se adaptar e evoluir, assim como seres vivos. Em outras palavras, são tecnologias que não apenas executam tarefas pré-programadas, mas também são capazes de aprender com suas próprias experiências e se adaptar às mudanças do ambiente. Para ela, essa é a chave para o futuro da humanidade.
Em uma entrevista para a CNN Brasil, Amy Webb explicou que a “inteligência viva” é uma evolução do conceito de “inteligência artificial”. Enquanto a inteligência artificial se concentra em criar sistemas que possam imitar a inteligência humana, a inteligência viva vai além e busca desenvolver tecnologias que possam evoluir e aprender por si próprias. Isso significa que, em vez de programar cada etapa de um processo, os sistemas seriam capazes de aprender com as interações e tomar decisões baseadas em suas próprias experiências.
Para alguns, essa ideia pode parecer assustadora, afinal, estamos acostumados a ter controle total sobre a tecnologia que usamos. Mas segundo Amy Webb, a “inteligência viva” é essencial para o futuro da humanidade. Ela alerta que, se continuarmos a desenvolver tecnologias apenas com base na inteligência artificial, estaremos limitando nosso potencial e criando sistemas que não serão capazes de acompanhar as mudanças cada vez mais rápidas do mundo.
Para a futurista, a “inteligência viva” tem o potencial de transformar completamente a maneira como interagimos com a tecnologia. Em vez de precisarmos aprender a usar novos dispositivos e aplicativos, esses sistemas seriam capazes de se adaptar às nossas necessidades e preferências, tornando a experiência do usuário muito mais intuitiva e personalizada. Além disso, a “inteligência viva” também poderia ser aplicada em diversas áreas, como saúde, educação, transporte e até mesmo na criação de novas formas de energia.
Mas como chegar a esse futuro da “inteligência viva”? Para Amy Webb, é preciso que haja uma mudança de mentalidade na forma como desenvolvemos tecnologias. Em vez de nos concentrarmos apenas em criar sistemas que possam imitar a inteligência humana, devemos investir em pesquisas e desenvolvimentos que permitam que essas tecnologias evoluam e aprendam por si próprias. Além disso, é necessário pensar em questões éticas e de segurança, garantindo que esses sistemas sejam utilizados de forma responsável e em benefício da humanidade.
A “inteligência viva” é um conceito ousado e desafiador, mas que pode trazer grandes avanços para a humanidade. O futuro da tecnologia está nas mãos de pessoas como Amy Webb, que ousam ir além do que é considerado possível e buscam constantemente novas formas de tornar nossas vidas ainda mais conectadas e inteligentes. Cabe a nós, como usuários e desenvolvedores, abraçar essa ideia e trabalhar juntos para torná-la realidade. Afinal, o futuro da tecnologia é também o futuro da humanidade.
