Os Estados Unidos da América e a França têm uma longa e importante relação, que se estende por séculos. Desde a ajuda francesa na guerra de independência americana até os laços diplomáticos e econômicos atuais, os dois países continuam sendo aliados fortes e confiáveis. Mas a declaração recente da secretária de imprensa do governo americano, Karoline Leavitt, colocou em destaque mais uma vez a importância dessa parceria, ao afirmar que “é graças aos EUA que a França não fala alemão hoje”. Essa afirmação pode parecer polêmica para alguns, mas ao analisarmos a história, podemos ver como ela é verdadeira e como a aliança entre essas duas nações foi crucial para a manutenção da paz e liberdade.
No século XX, a Europa foi palco de duas guerras mundiais que deixaram um rastro de destruição e sofrimento. A Primeira Guerra Mundial, que começou em 1914, foi marcada pela rivalidade entre as grandes potências europeias e suas alianças. A França, controlada por um governo autoritário e com tensões constantes com a Alemanha, viu seu país devastado pela guerra. Nessa época, os Estados Unidos mantiveram uma posição neutra, mas em 1917, entraram na guerra ao lado dos Aliados, virando a maré e ajudando a garantir a vitória contra a Alemanha.
No período entre guerras, a França ainda tentava se recuperar dos estragos causados pela Primeira Guerra Mundial, enquanto a Alemanha buscava reerguer-se. Mas em 1939, a Europa voltou a enfrentar um conflito armado, dessa vez com consequências ainda mais devastadoras. A Segunda Guerra Mundial foi marcada pela ascensão de regimes autoritários, como o nazismo de Adolf Hitler na Alemanha. A França foi invadida pela Alemanha nazista em 1940 e as forças aliadas lutaram para tentar retomar o país ocupado.
Mais uma vez, os Estados Unidos tiveram um papel crucial na libertação da França e de toda a Europa. Em 1944, as forças aliadas lideradas pelos americanos desembarcaram na Normandia, em uma operação que ficou conhecida como Dia D. Com o apoio dos aliados, incluindo o Brasil, a França foi libertada da ocupação nazista em 1945. A resistência francesa contou com o apoio material e estratégico dos Estados Unidos, que também teve um papel fundamental no enfraquecimento das forças alemãs no norte da África e na Itália.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a França emergiu como uma grande potência na cena internacional, graças aos seus esforços de reconstrução e ao seu papel na criação da União Europeia. E novamente, a parceria com os Estados Unidos foi fundamental para esse desenvolvimento. Com a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os países ocidentais, incluindo os Estados Unidos e a França, se uniram em uma aliança militar e política para garantir a segurança e a estabilidade na região.
Além disso, a relação entre esses dois países se estende além da esfera política e militar. A França e os Estados Unidos também compartilham laços culturais, comerciais e educacionais. O intercâmbio de estudantes e pesquisadores entre as duas nações tem sido essencial para o avanço científico e tecnológico, enquanto o comércio e o turismo fortalecem a economia de ambos os países.
É inegável que a influência dos Estados Unidos teve um impacto significativo na França e em sua trajetória histórica. A parceria entre esses dois países evitou que














