Nos últimos anos, a relação entre Israel e a Faixa de Gaza tem sido marcada por conflitos e tensões. Desde que o grupo islamista Hamas assumiu o controle do território em 2007, Israel tem pedido com frequência que os moradores de Gaza se mobilizem contra o grupo. Mas por que Israel faz esse pedido e como os moradores de Gaza têm respondido a ele?
O Hamas é um grupo político e militar que tem como objetivo principal a libertação da Palestina e a criação de um Estado islâmico na região. Desde que assumiu o controle da Faixa de Gaza, o grupo tem sido alvo de críticas e sanções internacionais por suas ações consideradas terroristas por muitos países, incluindo Israel.
Para Israel, o Hamas é uma ameaça à segurança nacional. O grupo é responsável por ataques com foguetes e outros atos de violência contra o país, o que gera uma resposta militar por parte de Israel. Além disso, o Hamas também é acusado de usar civis como escudos humanos e de utilizar infraestruturas civis, como escolas e hospitais, para fins militares.
Diante dessa situação, Israel tem pedido com frequência que os moradores de Gaza se mobilizem contra o Hamas. O objetivo é enfraquecer o grupo e, consequentemente, reduzir a ameaça à segurança de Israel. No entanto, essa não é uma tarefa fácil para os moradores de Gaza.
A Faixa de Gaza é um dos territórios mais densamente povoados do mundo, com mais de 2 milhões de habitantes em uma área de apenas 360 quilômetros quadrados. Além disso, o território sofre com a falta de recursos básicos, como água potável e eletricidade, e com um alto índice de desemprego. Nesse contexto, é compreensível que os moradores de Gaza tenham outras preocupações além da política e da segurança.
Além disso, o Hamas exerce um forte controle sobre a população de Gaza, o que dificulta qualquer tipo de mobilização contra o grupo. O uso de violência e intimidação por parte do Hamas é uma realidade na Faixa de Gaza, o que torna arriscado para os moradores se posicionarem contra o grupo.
Mesmo assim, há exemplos de resistência e mobilização contra o Hamas em Gaza. Um dos mais recentes foi a onda de protestos que ocorreu em 2019, conhecida como “A Grande Marcha do Retorno”. Os moradores de Gaza se reuniram na fronteira com Israel para exigir o fim do bloqueio econômico e político imposto por Israel e pelo Egito ao território. Os protestos, que duraram vários meses, resultaram em confrontos violentos com as forças israelenses e deixaram dezenas de mortos e milhares de feridos.
No entanto, é importante ressaltar que nem todos os moradores de Gaza apoiam o Hamas. Há uma parcela da população que é crítica ao grupo e que busca formas de se opor a ele. No entanto, é preciso entender que a realidade em Gaza é complexa e que os moradores enfrentam muitos desafios diariamente, o que torna difícil qualquer tipo de mobilização contra o Hamas.
Em resumo, Israel tem pedido com frequência que os moradores de Gaza se mobilizem contra o Hamas, mas essa não é uma tarefa fácil. A população de Gaza enfrenta dificuldades e tem outras preocupações além da política e da segurança. Além disso, o controle exercido pelo Hamas sobre o território dificulta qualquer tipo de resistência. No entanto, há exemplos de mobilização contra o grupo e é importante que a comunidade internacional continue a apoiar os esforços para uma solução pacífica e duradoura para o conflito entre Israel e a Faixa de Gaza.















