A população mundial está envelhecendo e, com isso, surge a necessidade de encontrar soluções inovadoras para melhorar a qualidade de vida dos idosos. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma ferramenta poderosa para auxiliar nos cuidados e na saúde dessa parcela da sociedade. E é sobre esse tema que a investigadora Filipa Ferraz, especialista em IA e saúde, irá nos falar.
Filipa Ferraz é uma pesquisadora portuguesa que tem se destacado no campo da inteligência artificial, principalmente na área da saúde. Com um doutorado em Ciência da Computação pela Universidade de Lisboa, Filipa tem dedicado sua carreira a desenvolver soluções tecnológicas que possam melhorar a vida das pessoas, especialmente dos mais velhos.
Segundo a pesquisadora, a IA pode ser aplicada em diversas áreas da saúde, desde o diagnóstico até o tratamento e cuidados de longo prazo. Uma das principais vantagens da utilização da IA é a capacidade de processar grandes quantidades de dados de forma rápida e precisa, o que pode auxiliar os profissionais de saúde a tomarem decisões mais assertivas.
No que diz respeito aos idosos, a IA pode ser utilizada para ajudar no diagnóstico de doenças comuns nessa faixa etária, como Alzheimer e Parkinson. Com o uso de algoritmos de machine learning, é possível analisar dados de exames e histórico médico para identificar padrões e indicar possíveis diagnósticos. Isso pode agilizar o processo de tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Além disso, a IA também pode ser aplicada no monitoramento da saúde dos idosos. Sensores inteligentes podem ser utilizados para coletar dados sobre a saúde de uma pessoa, como pressão arterial, frequência cardíaca e níveis de glicose, e enviar essas informações em tempo real para os profissionais de saúde. Isso permite um acompanhamento mais preciso e personalizado, evitando complicações e internações desnecessárias.
Outra área em que a IA pode ser útil para os idosos é nos cuidados de longo prazo. Com o envelhecimento da população, muitos idosos precisam de assistência constante para realizar atividades básicas do dia a dia. Nesse sentido, a IA pode ser utilizada para desenvolver robôs assistentes que possam ajudar os idosos em suas tarefas, como tomar medicamentos, preparar refeições e até mesmo fazer companhia.
Filipa Ferraz também destaca a importância da IA na prevenção de quedas, um problema comum entre os idosos. Através de câmeras e sensores, é possível monitorar o ambiente e alertar os cuidadores caso haja algum risco de queda. Além disso, a IA pode ser utilizada para desenvolver exercícios personalizados que ajudem a fortalecer a musculatura e prevenir quedas.
Mas não são apenas os idosos que se beneficiam com o uso da IA na área da saúde. Os profissionais de saúde também podem ser auxiliados pela tecnologia, principalmente no que diz respeito à tomada de decisões. Com a análise de dados em tempo real, os médicos podem ter acesso a informações mais precisas e atualizadas sobre seus pacientes, o que pode facilitar o diagnóstico e o tratamento.
No entanto, Filipa Ferraz ressalta que a IA não deve substituir os profissionais de saúde, mas sim ser uma ferramenta complementar. Afinal, a tecnologia não possui a capacidade de empatia e cuidado que os seres humanos possuem. Por isso, é importante que os profissionais de saúde estejam abertos a aprender e utilizar a IA em seu trabalho, a fim de proporcionar um atendimento mais eficiente e personalizado aos idosos.
Além disso, é fundamental que haja uma regulamentação e ética no uso da















