Segundo a agência de notícias Reuters, a União Europeia (UE) impôs sanções a cinco indivíduos por seu papel como líderes ou funcionários do governo que contribuíram para a degradação da autonomia de Hong Kong. A decisão foi tomada em resposta à nova lei de segurança nacional imposta pela China ao território, que tem gerado preocupações sobre o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão.
A UE anunciou que as sanções incluem a proibição de viagens e o congelamento de ativos dos indivíduos envolvidos. Entre eles estão o chefe da polícia de Hong Kong, Chris Tang, e o secretário de segurança do território, John Lee. Além disso, a UE também sancionou o vice-diretor do Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau, Li Jiangzhou, e dois membros do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo da China, Tam Yiu-chung e You Quan.
A decisão da UE foi tomada após a aprovação da nova lei de segurança nacional pela China, que entrou em vigor em 30 de junho de 2020. A lei tem como objetivo combater a “subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras” em Hong Kong, mas tem sido criticada por ativistas e governos ocidentais por restringir a liberdade de expressão e a autonomia do território.
A UE afirmou que as sanções são uma resposta à deterioração da situação em Hong Kong e à violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais na região. A decisão foi tomada após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE, que declararam que a nova lei de segurança nacional é uma violação do princípio “um país, dois sistemas”, que garante a autonomia de Hong Kong desde que o território foi devolvido à China em 1997.
A UE também expressou preocupação com a prisão de ativistas pró-democracia em Hong Kong, incluindo o magnata da mídia Jimmy Lai, que foi acusado de conluio com forças estrangeiras e de violar a nova lei de segurança nacional. A UE pediu a libertação imediata de Lai e de outros ativistas detidos.
A decisão da UE foi bem recebida por ativistas pró-democracia em Hong Kong, que a veem como um sinal de apoio à luta pela liberdade e autonomia do território. O ativista Joshua Wong, que foi um dos líderes dos protestos pró-democracia em 2014, elogiou a decisão da UE e pediu que outros países sigam o exemplo.
A China, por sua vez, condenou as sanções da UE e afirmou que a decisão é uma interferência em seus assuntos internos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, afirmou que a nova lei de segurança nacional é necessária para garantir a estabilidade e a segurança em Hong Kong.
Apesar da reação da China, a UE reiterou que as sanções são uma resposta legítima à violação dos direitos humanos e da autonomia de Hong Kong. Além disso, a UE afirmou que continuará monitorando a situação no território e que está disposta a tomar medidas adicionais, se necessário.
A decisão da UE é um importante passo para mostrar que a comunidade internacional está atenta e preocupada com a situação em Hong Kong. A imposição de sanções é uma forma de pressionar a China a respeitar os direitos humanos e a autonomia do território. Além disso, a decisão também envia uma mensagem clara de apoio aos ativistas pró-democracia em Hong Kong, que estão lutando por seus direitos e liberdades fundamentais.















