No início deste mês, o governo dos Estados Unidos anunciou um “tarifaço” que afetará países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil. A medida, que prevê o aumento das tarifas sobre importações de aço e alumínio em 25% e 10%, respectivamente, tem gerado preocupação e incertezas na região. Contudo, este não será o único assunto discutido pelos líderes latino-americanos durante a Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que acontece no Panamá no próximo mês. A deportação de migrantes dos EUA e as recentes declarações do presidente Donald Trump sobre o Canal do Panamá também estarão em pauta.
O anúncio do “tarifaço” por parte dos EUA gerou uma onda de reações negativas nos países latino-americanos, que já enfrentam dificuldades econômicas e buscam a recuperação de suas economias. O Brasil, por exemplo, é um dos principais exportadores de aço e alumínio para os EUA e será diretamente afetado pela medida. Isso pode trazer consequências para a economia brasileira, que ainda se recupera da recessão dos últimos anos.
Além do impacto econômico, a decisão do governo americano também tem gerado críticas por parte dos líderes latino-americanos. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, por exemplo, classificou a medida como “injusta” e afirmou que ela prejudicará o comércio global. Já o presidente do México, Enrique Peña Nieto, declarou que seu país buscará medidas de retaliação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Diante deste cenário, a Cúpula da Celac, que acontecerá nos dias 14 e 15 de abril no Panamá, tratará do tema e buscará soluções para minimizar os impactos da medida americana. A expectativa é que os líderes latino-americanos apresentem uma posição unificada e reforcem a importância da integração regional para enfrentar desafios como este.
No entanto, além do “tarifaço”, outro assunto que estará em destaque na cúpula é a questão da deportação de migrantes dos EUA. Nos últimos meses, o presidente Donald Trump tem adotado uma postura mais rigorosa em relação aos imigrantes ilegais, o que tem afetado muitos latino-americanos que vivem no país. Segundo dados do governo americano, somente no ano passado, mais de 60 mil imigrantes latino-americanos foram deportados.
Diante deste cenário, os líderes latino-americanos devem discutir medidas para garantir a proteção e os direitos dos seus cidadãos que vivem nos Estados Unidos. A ideia é unir forças para pressionar o governo americano a rever sua política migratória e buscar soluções para evitar as deportações em massa.
Outro tema que promete gerar discussões durante a Cúpula da Celac é a recente declaração do presidente Donald Trump sobre o Canal do Panamá. Em uma entrevista, o mandatário americano afirmou que o canal é uma “conquista incrível” e que os Estados Unidos deveriam ter “aproveitado” a construção da via fluvial.
As declarações de Trump geraram indignação e revolta na América Latina, principalmente porque o canal foi construído pelos esforços e sacrifícios dos panamenhos. Além disso, o canal é um importante meio de escoamento para a economia da região e representa uma grande fonte de arrecadação para o Panamá.
Diante disso, é esperado que os líderes latino-americanos façam uma defesa do canal e reforcem sua importância para a região. Além disso, pode ser que
