O Programa Alimentar Mundial (PAM) é o maior organismo humanitário do mundo, lutando diariamente contra a fome e a insegurança alimentar em mais de 80 países. Desde sua fundação em 1961, a organização tem sido uma força poderosa na promoção da paz e estabilidade, fornecendo assistência alimentar e nutricional a milhões de pessoas que enfrentam situações de emergência e conflitos armados. No entanto, essa luta pode sofrer um grande impacto após o anúncio recente dos Estados Unidos de cortar centenas de milhões de dólares em seu apoio aos programas alimentares do PAM.
O PAM solicitou aos EUA que reconsiderassem esses cortes, que podem afetar a capacidade da organização de fornecer assistência vital a milhões de pessoas em todo o mundo. Como maior doador individual do PAM, com contribuições que totalizam cerca de um quarto de seu orçamento anual, os EUA desempenham um papel crucial no combate à fome global. Portanto, o PAM pede ao governo americano que reconsidere essa decisão e mantenha seu compromisso com a população mais vulnerável do mundo.
O mundo enfrenta atualmente uma crise alimentar sem precedentes, agravada pela pandemia da COVID-19. De acordo com o relatório anual de 2020 do PAM, mais de 270 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, representando um aumento de 82% em relação ao ano anterior. Além disso, a pandemia também gerou uma crise econômica global, deixando milhões de pessoas sem trabalho e sem acesso a alimentos básicos. Nesse cenário, os cortes propostos pelos EUA terão um impacto devastador, deixando milhões de pessoas à mercê da fome e da desnutrição.
O PAM presta assistência a mais de 100 milhões de pessoas todos os anos, incluindo refugiados, deslocados internos, vítimas de desastres naturais e comunidades em situação de pobreza extrema. Seus programas incluem distribuição de alimentos, suplementação alimentar, fortificação de alimentos, apoio nutricional a crianças e mulheres grávidas e lactantes, entre outros. Essas ações não apenas salvam vidas, mas também ajudam a quebrar o ciclo da pobreza e fornecem oportunidades para que as pessoas se recuperem e se tornem autossuficientes.
O PAM tem uma presença forte e eficaz nos Estados Unidos, com escritórios em Nova York e Washington, além de uma parceria de longa data com o governo americano. A organização trabalha em estreita colaboração com agências dos EUA, como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), para fornecer assistência alimentar em todo o mundo. Os EUA também são um dos principais fornecedores de alimentos para o PAM, fornecendo grãos, óleo vegetal e outros produtos alimentícios essenciais que ajudam a atender às necessidades básicas das pessoas mais vulneráveis.
O apoio dos EUA ao PAM também vai além do fornecimento de alimentos. Os EUA são um parceiro estratégico do PAM na busca de soluções duradouras para a fome e a desnutrição. Juntos, trabalham para construir a resiliência das comunidades e investir em programas de desenvolvimento agrícola e nutricional. Esses esforços são fundamentais para garantir que as pessoas tenham acesso sustentável a alimentos nutritivos e possam se tornar autossuficientes.
É importante destacar que os cortes propostos pelos EUA nos programas alimentares do PAM não são apenas uma questão de orçamento, mas também de valores humanitários. Ao














