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Dupla de árbitros recusa apitar jogos do Napoli: “Quando cometia…”

Os árbitros Marco Guida e Fábio Maresca, ambos italianos, têm enfrentado um momento turbulento em suas carreiras no futebol. Não se trata de sua performance em campo, mas de uma preocupação muito maior: a segurança pessoal.

Ambos os juízes têm recebido ameaças de morte e vivem sob a constante tensão de possíveis retaliações por parte de torcedores insatisfeitos. O fato é alarmante e coloca em evidência a triste realidade do futebol moderno, onde a violência e a falta de respeito são ameaças constantes.

Marco Guida, de 37 anos, é árbitro da Série A italiana desde 2011 e já possui mais de 100 jogos em seu currículo. Fábio Maresca, de 38 anos, é um dos principais juízes da Série B italiana e é considerado uma promessa para o futuro do futebol italiano. Ambos têm mostrado competência e imparcialidade em campo, mas sua integridade pessoal tem sido colocada em risco fora dos gramados.

A situação alarmante começou em janeiro deste ano, quando o carro de Fábio Maresca foi incendiado e uma mensagem ameaçando o juiz foi deixada no local. Desde então, Maresca tem se recusado a aceitar funções em jogos da Série A e B e tem buscado apoio da Associação Italiana de Árbitros (AIA). Guida também tem sido alvo de violência e ameaças, tendo sido alvo de um ataque com um objeto pontiagudo após um jogo da Copa da Itália entre Napoli e Lazio.

A situação chegou a um ponto em que Guida e Maresca temem pela própria segurança e pela de suas famílias. Em uma entrevista recente, Guida disse: “Claro que tenho medo. Mas não só de mim, mas também da minha esposa, dos meus filhos. Receber ameaças de morte não é brincadeira”.

Essa preocupação é compartilhada por toda a comunidade de árbitros italianos, que se uniram para mostrar solidariedade e pedir por uma ação urgente das autoridades. O presidente da AIA, Marcello Nicchi, escreveu uma carta ao Ministro do Interior e ao Presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) pedindo por medidas de segurança efetivas para garantir a integridade física dos juízes e suas famílias.

A preocupação com a segurança não é infundada. Na última temporada, um juiz da Série D italiana foi alvo de um ataque violento e ficou gravemente ferido. Em outro caso, um árbitro amador foi agredido e sofreu uma fratura no rosto após um jogo.

A violência contra os árbitros é um reflexo da situação do futebol italiano, onde o extremo fanatismo e a polarização das torcidas têm gerado um clima hostil em muitos estádios. É preciso agir com urgência para mudar essa realidade e garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas no esporte.

A AIA tem lutado incansavelmente por medidas de segurança mais efetivas para proteger os árbitros, como a escolta policial para suas residências após jogos importantes. No entanto, é necessário um esforço conjunto da FIGC, dos clubes e das autoridades para resolver esse problema de maneira definitiva.

Além de medidas de segurança, é importante promover uma maior conscientização sobre o papel crucial dos árbitros no mundo do futebol. Eles são responsáveis por garantir a igualdade de condições e o respeito no jogo, e sem sua atuação o esporte seria muito mais frequentemente manchado por violência e desigualdades.

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