Mais de 130 organizações não-governamentais (ONG) nacionais e internacionais se reuniram hoje em Lisboa para discutir formas de potencializar a participação cívica na 3ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC3), que acontecerá em junho deste ano em Nice, na França. O objetivo é promover um diálogo construtivo e efetivo entre governos, sociedade civil e setor privado para a conservação e uso sustentável dos oceanos.
A conferência, que é organizada pela ONU, tem como tema central “O Oceano para o Futuro que Queremos: Ações e Compromissos para Alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14”. O ODS 14 tem como objetivo conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
A participação das ONGs é fundamental para o sucesso da conferência, pois elas representam a voz da sociedade civil e trazem consigo uma vasta experiência e conhecimento sobre os desafios enfrentados pelos oceanos. Além disso, as ONGs têm um papel importante na sensibilização e mobilização da população para a proteção dos oceanos.
Durante o encontro em Lisboa, as organizações discutiram estratégias para garantir uma participação efetiva na UNOC3. Entre as principais pautas, estão a promoção de uma economia azul sustentável, a conservação da biodiversidade marinha, a redução da poluição e o combate às mudanças climáticas.
A economia azul sustentável é um conceito que busca conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação dos oceanos. Isso significa utilizar os recursos marinhos de forma responsável e garantir que as atividades econômicas não causem danos ao meio ambiente marinho. As ONGs defendem que é possível promover o crescimento econômico sem comprometer a saúde dos oceanos.
A conservação da biodiversidade marinha é outra preocupação das organizações presentes na reunião. Os oceanos abrigam uma grande variedade de espécies e ecossistemas, mas estão ameaçados pela pesca predatória, degradação dos habitats e poluição. As ONGs defendem a criação de áreas marinhas protegidas e a adoção de práticas de pesca sustentáveis para garantir a preservação da biodiversidade marinha.
A poluição dos oceanos é um problema grave e que afeta diretamente a vida marinha e a saúde humana. Estima-se que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico são despejadas nos oceanos todos os anos. As ONGs estão engajadas em campanhas de conscientização e na implementação de medidas para reduzir a quantidade de lixo que chega aos oceanos.
As mudanças climáticas também são uma preocupação das ONGs que participam da UNOC3. O aumento da temperatura dos oceanos, a acidificação e o derretimento das calotas polares são consequências do aquecimento global e têm impactos diretos nos ecossistemas marinhos. As organizações defendem ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os efeitos das mudanças climáticas nos oceanos.
Além dessas pautas, as ONGs também discutiram formas de garantir que os compromissos assumidos na UNOC3 sejam cumpridos. Para isso, é necessário um monitoramento efetivo e a criação de mecanismos de prestação de contas. As organizações também destacaram a importância de envolver a sociedade civil nas decisões e ações relacionadas aos oceanos.
A 3ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas é uma oportunidade para que governos, soc
