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Vaticano conhecia acusações contra abade Pierre já no “outono de 1955”

O Vaticano, sede da Igreja Católica, sempre teve um papel importante em questões éticas e morais, especialmente quando se trata de proteger os mais vulneráveis. No entanto, um novo livro de investigação revela que a Santa Sé tinha conhecimento das ações do abade Pierre, alvo de acusações de agressão sexual, já no outono de 1955. Este livro, baseado nos arquivos do Vaticano, traz à tona um lado sombrio da instituição religiosa e levanta questões sobre sua postura em relação a esses casos.

O livro, intitulado “O Abade Pierre e o Vaticano: a verdade por trás dos arquivos secretos”, escrito pelo jornalista italiano Gianluigi Nuzzi, traz à tona informações surpreendentes. Segundo o autor, o abade Pierre, fundador da organização humanitária “Emmaus”, foi acusado de abuso sexual por sete jovens entre 1955 e 1959. As vítimas, todas menores de idade, relataram os abusos às autoridades religiosas, mas foram silenciadas e desacreditadas.

O livro traz à tona documentos secretos do Vaticano, incluindo cartas e relatórios internos, que comprovam que a Santa Sé tinha conhecimento das acusações contra o abade Pierre. O autor afirma que o então Papa Pio XII foi informado sobre o caso e decidiu não tomar nenhuma ação, alegando que o abade era um homem piedoso e que as acusações eram falsas.

Essas revelações lançam uma luz sobre a atitude do Vaticano em relação aos casos de abuso sexual dentro da Igreja. O livro mostra que a instituição religiosa tinha conhecimento desses casos, mas optou por encobri-los, protegendo os agressores e silenciando as vítimas. Isso levanta sérias questões sobre a transparência e a responsabilidade da Igreja em lidar com esses casos.

No entanto, é importante ressaltar que o livro não pretende difamar a Igreja Católica, mas sim trazer à tona a verdade sobre os acontecimentos. O autor afirma que seu objetivo é mostrar a realidade dos fatos e incentivar a Igreja a tomar medidas concretas para prevenir e combater o abuso sexual dentro de sua instituição. Ele também espera que essas revelações levem a uma mudança de postura por parte do Vaticano em relação a esses casos.

O abade Pierre, que faleceu em 2007, sempre foi visto como um ícone da caridade e da solidariedade. Sua organização, “Emmaus”, é conhecida por ajudar os mais necessitados e por promover a justiça social. No entanto, as acusações de abuso sexual mancham sua imagem e levantam questionamentos sobre sua conduta e caráter.

O livro também traz à tona o papel da Igreja em relação à sexualidade e ao celibato entre os religiosos. O autor afirma que o celibato imposto pela Igreja pode contribuir para o surgimento de casos de abuso sexual, pois pode ser um fator que leva alguns religiosos a reprimir seus desejos e a agir de forma inadequada. Isso levanta um debate importante sobre a necessidade de repensar o celibato dentro da Igreja.

Em resposta às revelações do livro, o Vaticano emitiu um comunicado afirmando que a instituição não tinha conhecimento das acusações contra o abade Pierre e que o Papa Pio XII agiu de forma correta ao não tomar medidas contra ele. No entanto, muitos estão questionando a veracidade dessa declaração, já que o livro traz provas documentais do contrário.

Em conclusão, o livro “O Abade Pierre e o Vaticano: a verdade por trás dos arquivos secretos

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