Grupo de cientistas cria detector com potencial para descobrir matéria negra em 2040
A busca pela compreensão do universo e de seus mistérios tem sido uma constante na história da humanidade. Desde os tempos antigos, filósofos e cientistas têm se dedicado a desvendar os segredos do cosmos e entender a origem e a composição do universo. Um dos maiores enigmas que ainda desafia os pesquisadores é a chamada matéria negra, uma substância misteriosa que compõe grande parte do universo e que até hoje não foi detectada diretamente. Porém, um grupo de cientistas acaba de dar um passo importante nessa busca ao criar um detector com potencial para descobrir a matéria negra até o ano de 2040.
A matéria negra é um dos componentes fundamentais do universo, juntamente com a matéria comum e a energia escura. Estima-se que ela seja responsável por cerca de 27% da massa do universo, enquanto a matéria comum, formada por átomos, representa apenas 5%. No entanto, apesar de sua importância, a matéria negra é um mistério para os cientistas. Ela não emite luz ou radiação e não interage com a matéria comum, tornando sua detecção extremamente difícil.
Mas agora, graças ao trabalho de um grupo de cientistas liderado pelo professor Juan Collar, da Universidade de Chicago, essa realidade pode estar prestes a mudar. Os pesquisadores desenvolveram um detector de matéria negra que utiliza uma tecnologia inovadora e promissora, conhecida como “detector de bolhas”. Essa tecnologia consiste em um dispositivo que utiliza uma câmara de gelo super-resfriado para detectar partículas de matéria negra que passem por ela.
O funcionamento do detector é baseado no princípio de que, quando uma partícula de matéria negra colide com um átomo de gelo, ela produz uma pequena bolha de gás. Essa bolha é então detectada por sensores altamente sensíveis, permitindo que os cientistas identifiquem a presença da matéria negra. O grande diferencial desse detector é que ele é capaz de detectar partículas de matéria negra com uma massa muito menor do que os detectores tradicionais, o que aumenta significativamente as chances de sucesso na busca por essa substância.
O projeto do detector de matéria negra foi financiado pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos e conta com a colaboração de pesquisadores de diversas instituições ao redor do mundo, incluindo o Laboratório Nacional de Los Alamos, o Instituto de Física Nuclear de Lyon e a Universidade de Zurique. O objetivo é construir um detector com capacidade para detectar partículas de matéria negra com massa de até 1 GeV (gigaelectronvolt), o que corresponde a cerca de 1 bilionésimo da massa de um átomo de hidrogênio.
O projeto está em andamento desde 2013 e já apresentou resultados promissores. Em 2017, os pesquisadores conseguiram detectar com sucesso partículas de matéria negra simuladas em laboratório, o que comprovou a eficácia da tecnologia utilizada. Agora, o próximo passo é construir um detector em escala real, com capacidade para detectar partículas de matéria negra em condições reais, no espaço.
A expectativa é que o detector esteja pronto e em funcionamento até o ano de 2040. Com isso, os cientistas terão uma ferramenta poderosa para desvendar os mistérios da matéria negra e, quem sabe, finalmente entender sua composição e origem. Além disso, a tecnologia desenvolvida para esse detector também pode ser aplicada em outras áreas da física, como a detecção de neutr
