Um estudo recente realizado pela Pordata, uma base de dados estatísticos sobre Portugal, revelou que apenas seis dos 24 governos eleitos desde as primeiras eleições legislativas em democracia, em 25 de Abril de 1976, conseguiram concluir o seu mandato. O último deles foi o governo liderado por António Costa, que esteve no poder entre 2015 e 2019. Esses dados podem parecer desanimadores à primeira vista, mas na verdade, eles mostram a resiliência e a capacidade de adaptação do sistema democrático português.
Desde a Revolução dos Cravos, em 1974, Portugal tem passado por profundas transformações políticas, econômicas e sociais. O país deixou para trás um regime autoritário e ditatorial e abraçou a democracia, com todas as suas complexidades e desafios. No entanto, essa transição não foi fácil e, ao longo dos anos, Portugal enfrentou vários obstáculos e crises que colocaram à prova a estabilidade do sistema político.
De acordo com os dados da Pordata, apenas seis dos 24 governos eleitos conseguiram concluir o seu mandato de quatro anos. Isso significa que quase 75% dos governos enfrentaram situações que levaram à sua queda antes do término do mandato. Entre as principais razões para essas quedas estão a instabilidade política, a falta de apoio parlamentar e as crises econômicas e sociais.
No entanto, é importante destacar que, apesar dessas dificuldades, Portugal sempre conseguiu superar os desafios e manter a sua democracia forte e funcional. A capacidade de adaptação e a resiliência do sistema político português são evidenciadas pelo fato de que, mesmo com tantos governos que não conseguiram concluir o seu mandato, o país nunca voltou a um regime autoritário. Pelo contrário, Portugal tem se mantido fiel aos princípios democráticos e tem buscado constantemente melhorar e fortalecer as suas instituições.
O governo liderado por António Costa, que concluiu o seu mandato em 2019, é um exemplo claro dessa resiliência. Apesar das previsões pessimistas e das dificuldades enfrentadas, o governo conseguiu manter-se no poder durante quatro anos e implementar importantes reformas e medidas que contribuíram para o desenvolvimento do país. Entre elas, destacam-se a recuperação econômica, a criação de empregos e a melhoria dos serviços públicos.
Além disso, o governo de Costa também foi responsável por importantes avanços sociais, como a aprovação da lei que permite a adoção por casais do mesmo sexo, a legalização da eutanásia e a despenalização da cannabis para uso medicinal. Essas medidas mostram que Portugal está avançando em questões importantes de direitos humanos e igualdade, o que é um sinal positivo para a democracia do país.
Outro fator importante a ser destacado é que, apesar da instabilidade política que levou à queda de muitos governos, Portugal sempre conseguiu manter um sistema multipartidário forte e diversificado. Isso significa que o país tem uma ampla representatividade política e que os cidadãos têm a oportunidade de escolher entre diferentes opções nas urnas. Essa diversidade de partidos e ideologias é fundamental para a saúde da democracia, pois garante que haja um equilíbrio de poder e que nenhuma força política se torne dominante.
Em resumo, o estudo da Pordata mostra que, apesar dos desafios e obstáculos enfrentados, Portugal tem conseguido manter a sua democracia forte e funcional. Os dados também evidenciam a resiliência e a capacidade de adaptação do sistema político português, que tem se mostrado capaz















