O Banco Central do Brasil tem sido um dos atores mais importantes no cenário econômico do país, especialmente quando se trata de decisões sobre a taxa básica de juros. Através desta ferramenta, conhecida como a taxa Selic, o Banco Central é capaz de controlar a oferta de dinheiro na economia, influenciando diretamente a inflação e o crescimento econômico. Por isso, é com grande atenção que os investidores e a população em geral esperam pela decisão do Banco Central a cada nova reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM). E nesta próxima quarta-feira (7), a expectativa é que o Banco Central faça um ajuste de menor magnitude na taxa básica de juros, apesar dos recentes aumentos.
A pandemia de COVID-19 trouxe uma série de desafios para a economia brasileira, incluindo uma forte queda nas atividades econômicas e uma situação fiscal complicada. Em resposta a isso, o Banco Central cortou a taxa Selic para o seu menor nível histórico em março de 2020, a fim de fornecer estímulos para a economia brasileira. Desde então, a taxa de juros vem subindo gradualmente, atingindo o atual patamar de 5,25% ao ano.
No entanto, a perspectiva de aumento da taxa de juros tem causado preocupação entre os investidores, especialmente no setor de infraestrutura. Com a taxa Selic mais alta, há uma maior atração para investimentos em renda fixa, o que pode limitar o interesse em projetos de infraestrutura, que muitas vezes são financiados através de leilões rodoviários com participação de investidores privados.
Apesar desses receios, o secretário de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, afirmou em entrevista à CNN Brasil que os leilões rodoviários ainda continuam sendo atrativos, mesmo diante do aumento da taxa de juros. Segundo Piloni, a demanda por investimentos em infraestrutura é crescente, com muitos investidores buscando diversificação de suas carteiras e retornos mais altos.
Além disso, o secretário ressaltou que o governo continua a implementar medidas para tornar os leilões mais atraentes, como a mudança nos critérios de julgamento das propostas e a melhoria na qualidade dos projetos que são oferecidos. Essas ações têm atraído não apenas investidores nacionais, mas também estrangeiros, que veem no Brasil um mercado com grande potencial de crescimento e oportunidades de investimento.
Outro fator que deve ser considerado é a expectativa de retomada da economia brasileira após a pandemia. Com o avanço da vacinação e a gradual reabertura das atividades, é esperado um crescimento econômico mais robusto nos próximos anos, o que irá demandar ainda mais por investimentos em infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento do país.
Apesar da expectativa de aumento da taxa Selic, há ainda uma margem para ajustes menores do que os já realizados, sem comprometer o controle da inflação. Além disso, as projeções de inflação para os próximos anos ainda estão dentro da meta estabelecida pelo governo, o que indica que não há uma necessidade imediata de uma alta mais expressiva da taxa de juros.
É importante ressaltar também que o Brasil ainda possui uma das maiores taxas de juros do mundo, o que pode ser visto como um fator de atração para investimentos. Apesar dos aumentos recentes, a taxa básica de juros brasileira ainda se encontra em um patamar histórico baixo e, portanto, deve continuar estimulando a economia.
Além disso, a trajetória de aumento gradual da taxa Selic é vista de forma positiva pelos investidores,
