Dados recentes divulgados pelo governo mexicano revelam um cenário alarmante: em 2024, foram registrados 847 casos de feminicídio em todo o país. Entre esses números, um caso em particular chamou a atenção e gerou indignação em todo o mundo: o assassinato de Valeria Márquez, uma influenciadora do TikTok, durante uma transmissão ao vivo na plataforma.
O crime aconteceu na cidade de Tijuana, no estado de Baja California, no dia 10 de julho. Valeria estava em um parque, fazendo uma transmissão ao vivo para seus seguidores, quando foi abordada por um homem armado. Nas imagens, é possível ver o momento em que ela é atingida por tiros e cai no chão, enquanto os espectadores assistem chocados e impotentes.
O caso de Valeria Márquez é mais um triste exemplo da violência contra as mulheres no México, que tem atingido níveis alarmantes nos últimos anos. De acordo com dados do governo, desde 2015, quando o país começou a registrar oficialmente os casos de feminicídio, mais de 3.800 mulheres foram assassinadas por questões de gênero. E esses números só aumentam a cada ano.
O feminicídio é definido como o assassinato de uma mulher por razões de gênero, ou seja, quando o crime é motivado pelo fato de ela ser mulher. No México, a lei que prevê o crime de feminicídio foi aprovada em 2012, mas só entrou em vigor em 2015. Desde então, a luta pelo fim dessa violência tem sido uma pauta constante no país.
No entanto, apesar dos esforços do governo e de diversas organizações da sociedade civil, os números continuam alarmantes. E o caso de Valeria Márquez é um exemplo de como a violência contra as mulheres tem se intensificado, principalmente nas redes sociais. A influenciadora, que tinha mais de 100 mil seguidores no TikTok, costumava falar sobre empoderamento feminino e denunciar casos de violência contra as mulheres em suas redes sociais.
O assassinato de Valeria gerou uma onda de indignação e revolta nas redes sociais, com milhares de pessoas compartilhando mensagens de apoio e exigindo justiça. Além disso, o caso também trouxe à tona a discussão sobre a segurança das mulheres nas redes sociais, onde elas estão sujeitas a todo tipo de violência e assédio.
O governo mexicano se pronunciou sobre o caso, afirmando que está tomando medidas para garantir a segurança das mulheres nas redes sociais, mas muitos acreditam que não é o suficiente. Afinal, o que realmente precisa ser feito é uma mudança cultural, que acabe com a cultura machista e patriarcal que ainda prevalece em muitos países, inclusive no México.
É preciso que a sociedade como um todo se una para combater a violência contra as mulheres. É necessário que as leis sejam mais rigorosas e que haja uma punição efetiva para os agressores. Além disso, é fundamental que haja uma educação que promova o respeito e a igualdade de gênero desde cedo, para que as futuras gerações cresçam em um ambiente mais igualitário e seguro para as mulheres.
O caso de Valeria Márquez é mais um triste exemplo de como a violência contra as mulheres é uma realidade que precisa ser enfrentada. Mas, ao mesmo tempo, é um lembrete de que não podemos nos calar diante dessa situação. É preciso que cada um faça a sua parte para que possamos construir uma sociedade mais justa e igualitária para todas as mulheres.













