O Colégio Nacional de Jornalistas da Venezuela (CNP) fez uma denúncia preocupante nesta terça-feira (02/02). Segundo a entidade, 16 jornalistas e trabalhadores da imprensa estão detidos de forma arbitrária no país, o que representa uma grave violação da liberdade de expressão e do exercício da profissão.
De acordo com o CNP, esses profissionais estão sendo alvo de perseguição e repressão por parte do governo venezuelano, que tem utilizado a detenção como forma de calar as vozes críticas e impedir a divulgação de informações que possam ser consideradas prejudiciais ao regime.
Entre os detidos, estão jornalistas de diferentes veículos de comunicação, como o jornal El Nacional e o site de notícias El Pitazo, além de trabalhadores da imprensa que atuam de forma independente. Todos eles são acusados de crimes como “incitação ao ódio” e “divulgação de informações falsas”, sem qualquer base legal e com o objetivo claro de censurar suas atividades profissionais.
O CNP também denunciou que, além das detenções, os jornalistas estão sendo submetidos a condições precárias de detenção, com restrição de acesso a advogados e familiares, além de serem mantidos em prisões superlotadas e insalubres. Essas condições, além de violarem os direitos humanos básicos, também colocam em risco a saúde e a vida desses profissionais, especialmente em meio à pandemia de COVID-19.
A entidade ressaltou ainda que essas ações do governo venezuelano vão de encontro às normas internacionais de liberdade de expressão e do direito à informação, além de ferirem a própria Constituição do país. O CNP também destacou que a detenção de jornalistas e trabalhadores da imprensa é uma forma de censura indireta, já que acaba por intimidar outros profissionais e veículos de comunicação, que temem sofrer as mesmas consequências caso critiquem o governo.
Diante dessa situação alarmante, o CNP fez um apelo às autoridades venezuelanas para que libertem imediatamente todos os jornalistas e trabalhadores da imprensa detidos de forma arbitrária, garantindo que possam exercer livremente seu trabalho e seu direito à liberdade de expressão. A entidade também solicitou que sejam respeitados os direitos desses profissionais, assegurando que tenham acesso a advogados e familiares, além de condições dignas de detenção.
Além disso, o CNP pediu o fim da perseguição e repressão contra a imprensa, destacando a importância do papel dos jornalistas na sociedade, que é o de informar e fiscalizar as ações do governo, contribuindo para a transparência e a democracia. A entidade também reforçou que a liberdade de expressão é um direito fundamental e inegociável, que deve ser garantido a todos os cidadãos, independentemente de suas opiniões políticas ou ideológicas.
É fundamental que a comunidade internacional e as organizações de defesa dos direitos humanos estejam atentas a essa situação na Venezuela e pressionem o governo a respeitar os direitos dos jornalistas e trabalhadores da imprensa. A liberdade de imprensa é um pilar essencial para a construção de uma sociedade democrática e justa, e sua violação deve ser combatida veementemente.
O CNP reitera seu apoio e solidariedade aos jornalistas e trabalhadores da imprensa detidos na Venezuela e se coloca à disposição para defender seus direitos e lutar pela liberdade de imprensa em todo o país. A entidade também faz um apelo













