Na manhã de segunda-feira, uma cena inusitada aconteceu no Museu Grévin, em Paris. A estátua de cera do presidente francês Emmanuel Macron foi roubada por três ativistas da Greenpeace, que estavam disfarçados de turistas. O ato foi uma forma de protesto contra a falta de ação do governo francês em relação às mudanças climáticas.
A estátua de cera de Macron, que estava em exposição no museu desde 2018, foi levada pelos ativistas e colocada em frente à embaixada russa e à sede da EDF, a maior produtora e distribuidora de energia da França. A ação foi planejada para chamar a atenção para a necessidade de medidas mais efetivas no combate ao aquecimento global.
A Greenpeace divulgou um vídeo em suas redes sociais mostrando o momento em que os ativistas roubam a estátua de cera de Macron. No vídeo, eles explicam que a ação é uma forma de mostrar que o presidente francês precisa agir com mais urgência em relação às mudanças climáticas, já que a França é um dos países que mais emitem gases de efeito estufa na Europa.
A estátua de cera de Macron foi colocada em frente à embaixada russa como forma de criticar a postura do país em relação ao Acordo de Paris, que tem como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater o aquecimento global. A Rússia é um dos países que ainda não ratificou o acordo, o que tem gerado críticas e preocupações por parte de ativistas ambientais.
Já a escolha da sede da EDF como local para a estátua de cera de Macron foi uma forma de pressionar a empresa a adotar medidas mais sustentáveis em sua produção de energia. A EDF é responsável por grande parte da produção de energia na França, mas ainda depende em grande parte de fontes não renováveis, como o carvão e o gás natural.
A ação da Greenpeace gerou repercussão não só na França, mas também em outros países. Muitas pessoas elogiaram a criatividade e coragem dos ativistas em chamar a atenção para um assunto tão importante e urgente. Além disso, a ação também gerou debates sobre a responsabilidade dos governos e empresas em relação às mudanças climáticas.
Em resposta ao ocorrido, o Museu Grévin emitiu um comunicado lamentando o roubo da estátua de cera de Macron e informando que já está trabalhando para restaurá-la e colocá-la de volta em exposição. O museu também afirmou que respeita o direito à liberdade de expressão, mas que não apoia ações que violem a propriedade privada.
O governo francês ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, mas é possível que a ação da Greenpeace tenha impacto nas políticas ambientais do país. Macron já se posicionou diversas vezes sobre a importância de combater as mudanças climáticas e a França tem metas ambiciosas para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. No entanto, a ação da Greenpeace mostra que ainda há muito a ser feito.
A estátua de cera de Macron roubada pela Greenpeace pode ser vista como um símbolo da urgência em agir em relação às mudanças climáticas. O ato dos ativistas foi uma forma de chamar a atenção para um problema que afeta todo o planeta e que precisa ser enfrentado com seriedade e comprometimento. Esperamos que essa ação inspire mais pessoas a se envolverem na luta por um futuro mais sustentável.















