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Juiz nos EUA ordena libertação do ativista Mahmoud Khalil

No dia 9 de setembro de 2021, um juiz federal norte-americano tomou uma decisão histórica ao deliberar que o executivo de Donald Trump não pode deportar e deve libertar Mahmoud Khalil, estudante detido pelo seu ativismo pró-palestiniano na Universidade de Columbia. A notícia foi recebida com grande alívio e comemoração por parte de ativistas e defensores dos direitos humanos, que há meses lutavam pela liberdade de Khalil.

Mahmoud Khalil é um estudante palestino de 20 anos que foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em janeiro de 2021, quando tentava renovar seu visto de estudante. Ele é conhecido por seu ativismo pró-palestina na Universidade de Columbia, onde é membro do grupo Estudantes pela Justiça na Palestina. Desde sua detenção, Khalil tem sido mantido em um centro de detenção do ICE em Nova Jersey, enfrentando a possibilidade de ser deportado para a Palestina, onde sua vida e segurança estariam em risco.

No entanto, a decisão do juiz federal Mark Wolf, do Distrito de Massachusetts, trouxe um novo fôlego para a luta pela liberdade de Khalil. Em sua decisão, o juiz afirmou que o ICE não tinha base legal para deter e deportar o estudante palestino, e que sua detenção violava seus direitos constitucionais. Além disso, Wolf ordenou que Khalil fosse libertado imediatamente e que o ICE não tomasse nenhuma medida para deportá-lo.

A decisão do juiz Wolf foi recebida com grande entusiasmo por parte de ativistas e defensores dos direitos humanos, que há meses vinham lutando pela liberdade de Khalil. Em um comunicado à imprensa, o grupo Estudantes pela Justiça na Palestina comemorou a decisão e agradeceu a todos que apoiaram a campanha pela liberdade de Khalil. “Esta é uma grande vitória para a justiça e para a liberdade de expressão. Agradecemos a todos que se uniram a nós nesta luta e continuaremos lutando até que Mahmoud esteja livre e seguro”, afirmou o grupo.

A decisão do juiz Wolf também foi elogiada por organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, que destacaram a importância de proteger o direito à liberdade de expressão e o direito de protestar pacificamente. “A detenção de Mahmoud Khalil foi uma clara tentativa de silenciar sua voz e intimidar outros ativistas. A decisão do juiz Wolf é um passo importante para garantir que o ativismo pró-palestina não seja criminalizado nos Estados Unidos”, afirmou a diretora da Anistia Internacional nos Estados Unidos, Margaret Huang.

Além disso, a decisão do juiz Wolf também levantou questões sobre a política de imigração do governo Trump e o tratamento dado aos imigrantes e refugiados nos Estados Unidos. Desde que assumiu o cargo, o presidente Trump tem adotado uma postura dura em relação à imigração, promovendo políticas que restringem a entrada de imigrantes e refugiados no país. A detenção de Khalil é um exemplo claro de como essa política pode ser usada para perseguir e silenciar aqueles que lutam por causas justas e legítimas.

No entanto, a decisão do juiz Wolf mostra que ainda há esperança e que a justiça pode prevalecer. A liberdade de Khalil é uma vitória não apenas para ele e sua família, mas também para todos aqueles que acreditam na importância da liberdade de expressão e na luta pelos direitos humanos. Que essa decisão sirva de exemplo para que outras

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