O presidente executivo da Fundação Oceano Azul, José Soares dos Santos, expressou sua opinião sobre a Conferência de Nice, que aconteceu recentemente na França. Em uma entrevista exclusiva, ele compartilhou suas impressões sobre o evento e como ele acredita que a agenda climática poderia ter sido mais abordada. No entanto, ele também destacou a importância da mobilização e o progresso nas ratificações do Tratado do Alto Mar.
A Conferência de Nice, que aconteceu entre os dias 4 e 6 de junho, reuniu líderes de todo o mundo para discutir questões relacionadas ao oceano, incluindo a proteção e preservação dos recursos marinhos. O evento foi organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e contou com a presença de mais de 1.000 participantes, incluindo governos, organizações não governamentais e empresas.
Durante a conferência, o presidente executivo da Fundação Oceano Azul, José Soares dos Santos, fez um discurso enfatizando a importância da agenda climática e como ela está diretamente ligada à saúde dos oceanos. Ele destacou que, apesar dos esforços feitos até agora, ainda há muito a ser feito para proteger os recursos marinhos e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
No entanto, Soares dos Santos também expressou sua decepção com o fato de que a agenda climática não foi abordada de forma mais abrangente durante a conferência. Ele acredita que, dada a urgência da situação, é necessário que os líderes mundiais se comprometam ainda mais com ações concretas para combater as mudanças climáticas e seus impactos nos oceanos.
Apesar disso, o presidente executivo da Fundação Oceano Azul elogiou a mobilização e o engajamento dos participantes da conferência. Ele destacou que a presença de líderes de diferentes setores e a troca de ideias e experiências foram fundamentais para avançar na discussão sobre a proteção dos oceanos.
Além disso, Soares dos Santos também comemorou o progresso nas ratificações do Tratado do Alto Mar, que foi assinado em 2015 e visa proteger áreas marinhas além das jurisdições nacionais. Durante a conferência, quatro países – Chile, Fiji, Portugal e Uruguai – ratificaram o tratado, elevando o número total de ratificações para 15. Isso é um passo importante para garantir a proteção de áreas marinhas vulneráveis e a preservação da biodiversidade marinha.
O presidente executivo da Fundação Oceano Azul também enfatizou a importância da cooperação internacional para enfrentar os desafios relacionados aos oceanos. Ele acredita que, juntos, podemos encontrar soluções sustentáveis e garantir um futuro melhor para o nosso planeta.
Em resumo, embora o presidente executivo da Fundação Oceano Azul tenha expressado sua preocupação com a falta de foco na agenda climática durante a Conferência de Nice, ele também reconheceu os avanços e a mobilização dos participantes. Ele acredita que é necessário continuar trabalhando juntos para proteger os oceanos e garantir um futuro sustentável para todos. A ratificação do Tratado do Alto Mar é um passo importante nessa direção e deve ser seguida por ações concretas e comprometimento dos líderes mundiais. Afinal, a saúde dos oceanos é essencial para a saúde do nosso planeta e de todos os seres vivos que nele habitam.














