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Recuperar terras pode gerar economia muito superior a custos

No dia 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação, uma data estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas para conscientizar sobre a importância da proteção e recuperação das terras afetadas pela degradação. E neste ano, a ONU traz uma notícia esperançosa: recuperar 1,5 mil milhões de hectares de terras pode desbloquear uma economia de restauração de um bilião de dólares.

Essa estimativa foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), que ressaltaram a importância de investimentos no processo de recuperação das terras degradadas. Além disso, a ONU também destacou que a restauração das terras poderá gerar novos empregos e impulsionar o crescimento econômico, além de combater a pobreza e garantir a segurança alimentar.

A degradação das terras é um problema global que afeta mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, principalmente em regiões áridas e semiáridas. Essa degradação pode ser causada por diversos fatores, como a exploração insustentável dos recursos naturais, práticas agrícolas inadequadas, desmatamento e mudanças climáticas. Isso resulta em um ciclo vicioso de degradação, pobreza e migração forçada, afetando a vida de milhões de pessoas.

No entanto, a recuperação das terras degradadas pode reverter essa situação e trazer benefícios significativos para o meio ambiente e para a sociedade. Segundo o PNUMA, cada dólar investido em restauração de terras pode gerar até 10 dólares em benefícios econômicos, além de contribuir para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Alguns países já estão colhendo os frutos da restauração de suas terras. A China, por exemplo, lançou o maior programa de restauração florestal do mundo e conseguiu recuperar mais de 35 milhões de hectares de terra, aumentando a cobertura florestal em 7,2%. No Brasil, o Projeto Terra Brasilis realiza a restauração de áreas degradadas na região amazônica, promovendo a conservação da biodiversidade e a geração de renda para as comunidades locais.

Mas o que é necessário para alcançar a meta de recuperar 1,5 mil milhões de hectares de terras? Ações concretas, parcerias e investimentos são fundamentais para o sucesso dessa empreitada. A ONU aponta que é preciso investir cerca de 300 bilhões de dólares por ano na restauração de terras até 2030, mas esse valor é considerado muito inferior ao custo dos impactos econômicos e sociais causados pela degradação.

Além disso, é importante adotar práticas sustentáveis de manejo da terra, como a agricultura de conservação, o reflorestamento, a agrofloresta e a irrigação sustentável. Essas técnicas permitem a recuperação da terra e a produção de alimentos de maneira mais eficiente e sustentável, garantindo a sobrevivência das comunidades locais.

Outro fator importante é a conscientização da população sobre a importância da proteção e recuperação das terras. É preciso promover a educação ambiental e incentivar a participação da sociedade no processo de restauração. Além disso, é fundamental o diálogo e a colaboração entre governos, organizações e comunidades locais para desenvolver e implementar estratégias de recuperação de terras eficazes.

A recuperação de terras não é

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