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Reator alvo de ataque israelita era dedicado a atividades médicas

O chefe da Organização de Energia Atómica do Irão, Mohammad Eslami, reafirmou hoje a importância do reator de Arak para o desenvolvimento da saúde e da medicina no país. O reator foi alvo de um ataque por parte de Israel na última quinta-feira, causando preocupação e incertezas sobre o futuro do programa nuclear iraniano.

Em uma coletiva de imprensa, Eslami enfatizou que o reator de Arak é dedicado exclusivamente à produção de radioisótopos para fins medicinais. Esses radioisótopos são utilizados em tratamentos de câncer, diagnósticos por imagem e outras aplicações médicas essenciais. Eslami também ressaltou que o reator é supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e está em total conformidade com as normas internacionais de segurança nuclear.

O ataque à instalação nuclear de Arak, que causou danos materiais, foi condenado pela comunidade internacional e pela AIEA. O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, expressou sua preocupação com o incidente e pediu uma investigação completa sobre o ocorrido. Ele também enfatizou a importância do reator de Arak para a produção de radioisótopos e a necessidade de proteger as instalações nucleares civis de qualquer tipo de ataque.

O Irã tem sido alvo de ataques cibernéticos e sabotagens em suas instalações nucleares no passado, incluindo a usina de Natanz, em abril deste ano. Esses ataques são vistos como uma tentativa de minar o programa nuclear iraniano, que é alvo de sanções internacionais e pressão dos Estados Unidos. No entanto, o governo iraniano tem enfatizado repetidamente que seu programa nuclear é pacífico e tem como objetivo atender às necessidades energéticas e médicas do país.

O reator de Arak, que está em construção desde 2013, é um dos pilares do programa nuclear iraniano. Ele foi projetado para substituir o antigo reator de pesquisa de Teerã, que está operando há mais de 50 anos e está chegando ao fim de sua vida útil. O reator de Arak é do tipo água pesada, que é considerado mais seguro e eficiente do que o reator de água leve de Teerã. Além disso, ele é capaz de produzir uma maior quantidade de radioisótopos, atendendo à crescente demanda por tratamentos médicos no país.

O ataque a Arak também gerou preocupações sobre a possibilidade de vazamento de material radioativo. No entanto, as autoridades iranianas garantiram que não houve nenhum tipo de vazamento e que a segurança da instalação foi mantida. Eslami afirmou que a equipe de segurança nuclear do Irã está trabalhando para avaliar os danos e garantir que o reator volte a operar o mais rápido possível.

O Irã tem sido um dos países mais afetados pela pandemia de COVID-19, com mais de 5 milhões de casos e mais de 100 mil mortes. A produção de radioisótopos é crucial para o diagnóstico e tratamento de doenças, incluindo o coronavírus. Portanto, o reator de Arak é considerado uma peça fundamental no combate à pandemia no país.

Apesar do ataque a Arak, o governo iraniano reafirmou seu compromisso com o programa nuclear e com a produção de radioisótopos para fins médicos. O presidente Hassan Rouhani afirmou que o país não será intimidado por ameaças e continuará avançando em seu programa nuclear pacífico. Ele também pediu que a comunidade internacional condene o ataque e tome medidas para garantir a segurança das instalações nucleares civ

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