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Juiz impede suspensão de pedidos de asilo nos EUA na fronteira com México

No dia 19 de novembro de 2018, um juiz federal dos Estados Unidos declarou ilegal uma ordem executiva do Presidente Donald Trump que impedia pedidos de asilo na fronteira com o México. A decisão foi tomada pelo juiz Jon S. Tigar, da Corte Distrital dos Estados Unidos em São Francisco, e é considerada uma grande vitória para os defensores dos direitos dos imigrantes.

A ordem executiva emitida pelo Presidente Trump em 9 de novembro de 2018, proibia que imigrantes que entrassem ilegalmente nos Estados Unidos pudessem solicitar asilo. A medida foi tomada em meio à caravana de imigrantes que se dirigia para a fronteira com o México, e gerou grande controvérsia e críticas por parte de organizações de direitos humanos e de imigração.

O juiz Tigar, em sua decisão, afirmou que a ordem executiva viola a lei federal de imigração e a Lei de Procedimento Administrativo. Ele também destacou que a medida do Presidente Trump é contrária ao princípio de não devolução, que proíbe que pessoas sejam enviadas de volta a um país onde correm risco de serem perseguidas ou sofrerem danos irreparáveis.

A decisão do juiz Tigar é uma importante vitória para os imigrantes que buscam asilo nos Estados Unidos. A suspensão da ordem executiva permite que os imigrantes continuem a solicitar asilo na fronteira com o México, independentemente de como entraram no país. Essa é uma decisão que respeita os direitos humanos e a dignidade das pessoas que buscam proteção nos Estados Unidos.

No entanto, o juiz Tigar também decidiu suspender temporariamente sua própria decisão por duas semanas, para dar ao governo tempo para recorrer. A decisão final sobre a legalidade da ordem executiva de Trump será tomada pelo Tribunal de Apelações do Nono Circuito, que é conhecido por ser mais liberal em suas decisões.

Enquanto isso, a decisão do juiz Tigar é uma mensagem clara de que o poder judiciário está disposto a proteger os direitos dos imigrantes e a impedir que o governo Trump continue a desrespeitar a lei e os princípios fundamentais da democracia. Além disso, a decisão também é um lembrete de que ninguém está acima da lei, nem mesmo o Presidente dos Estados Unidos.

A proibição de pedidos de asilo na fronteira com o México foi apenas uma das muitas medidas anti-imigração tomadas pelo governo Trump desde que ele assumiu o cargo em 2017. Essas medidas incluem a separação de famílias na fronteira, a redução do número de refugiados aceitos pelo país e a eliminação do DACA (Programa de Ação Diferida para Chegadas na Infância), que protege jovens imigrantes que foram trazidos ilegalmente para os Estados Unidos quando crianças.

A decisão do juiz Tigar é um sinal de que o poder judiciário está disposto a desafiar essas políticas anti-imigração e a garantir que os direitos dos imigrantes sejam respeitados. É também uma lembrança de que os Estados Unidos são um país construído por imigrantes e que a diversidade é uma de suas maiores forças.

Além disso, a decisão do juiz Tigar também é uma vitória para os defensores dos direitos humanos e das liberdades civis, que têm lutado incansavelmente contra as políticas discriminatórias e anti-imigração do governo Trump. É uma prova de que a mobilização e a resistência podem ser eficazes na luta contra a injustiça e a opressão.

No entanto, a batalha pela proteção dos direitos

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