O julgamento da Operação Marquês, que se inicia amanhã, é um dos processos judiciais mais longos e mediáticos em Portugal. Após anos de investigação, entrevistas, depoimentos e recursos, o ex-primeiro-ministro José Sócrates se sentará no banco dos réus para responder por uma série de acusações que vão desde corrupção até fraude fiscal. Mas você sabe o que levou a esse momento tão esperado? Em 11 pontos essenciais, vamos relembrar tudo o que aconteceu nos últimos anos.
1. O começo da investigação
Em 2014, a Operação Marquês foi desencadeada pela Polícia Judiciária com o objetivo de apurar crimes financeiros ligados ao ex-primeiro-ministro José Sócrates. O processo recebeu esse nome devido ao edifício onde o ex-governante tinha um apartamento de luxo.
2. O envolvimento de Sócrates
Após a descoberta de movimentações financeiras suspeitas, Sócrates foi preso preventivamente em novembro de 2014. A partir daí, ele passou a ser apontado como o líder de um esquema de corrupção que envolvia grandes empresas e o poder político.
3. As acusações
Durante o processo de investigação, foram surgindo diversas acusações contra Sócrates, incluindo corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e falsificação de documentos. As suspeitas dizem respeito a um período em que ele esteve à frente do governo português, entre 2005 e 2011.
4. As figuras envolvidas
Além de Sócrates, outras importantes figuras políticas e empresariais também são réus no processo. Entre eles, estão o ex-presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, e o antigo ministro das Obras Públicas, António Mendonça.
5. A dimensão do processo
A investigação da Operação Marquês é uma das maiores já realizadas em Portugal. Ao todo, foram ouvidas mais de 700 testemunhas e analisados mais de 30 mil documentos.
6. As polêmicas
Com o passar dos anos, a Operação Marquês foi cercada de polêmicas, desde a validade de determinadas provas até a conduta dos investigadores. O próprio Sócrates chegou a questionar a imparcialidade do juiz responsável pelo caso.
7. O pedido de libertação
Em 2015, após um ano de prisão preventiva, Sócrates entrou com um pedido de libertação alegando falta de fundamentos para sua prisão. O pedido foi negado e ele permaneceu na cadeia até 2016.
8. A liberdade condicional
Em 2019, após três anos em prisão preventiva, José Sócrates foi libertado sob condições, como a proibição de se ausentar do país e de ter contato com outros acusados. Essa decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça, que considerou que as medidas de coação aplicadas até então já não eram necessárias.
9. A fase de instrução
Após anos de investigação, o processo entrou na fase de instrução em setembro de 2019. Nessa etapa, é avaliada a validade das provas e das acusações apresentadas pelo Ministério Público.
10. O adiamento do julgamento
Inicialmente previsto para começar em janeiro de 2020, o julgamento da Operação Marquês foi adiado para setembro devido à pandemia do COVID-19. Agora, após uma longa espera, o processo finalmente terá seu desfecho.
11. A espera pela decisão final
Após tantas idas e vindas, finalmente chegamos ao momento mais esperado
