O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, fez duras críticas à aliança entre PSD e Chega no parlamento, que resultou na aprovação acelerada de alterações à lei da nacionalidade e imigração. Em seu discurso, Costa acusou o primeiro-ministro de prestar um “péssimo serviço à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”, ao apoiar medidas que vão contra os valores e princípios da organização.
A polêmica envolvendo as alterações à lei da nacionalidade e imigração começou quando o PSD e o Chega se uniram para votar a favor de uma proposta que restringe o acesso à nacionalidade portuguesa para filhos de imigrantes nascidos em Portugal. Esta medida vai contra o princípio da igualdade e da não discriminação, que são pilares da CPLP.
O secretário-geral do PS ressaltou que a aliança entre PSD e Chega é “espúria”, já que os dois partidos têm visões opostas em muitas questões políticas. No entanto, quando se trata de medidas que vão contra a inclusão e a integração dos imigrantes, eles se unem em um “acordo perigoso e vergonhoso”.
António Costa lembrou que Portugal é um país com uma história de emigração e que, por isso, deve acolher e integrar os imigrantes que escolhem o país como sua casa. Ele destacou a importância da CPLP, uma comunidade que reúne países com laços históricos e culturais tão fortes, e que deve ser preservada e fortalecida.
O secretário-geral do PS também criticou o primeiro-ministro, afirmando que ele está prestando um “péssimo serviço à CPLP” ao apoiar medidas que vão contra os valores e princípios da comunidade. Costa destacou que, como país-membro da CPLP, Portugal tem a responsabilidade de defender a igualdade e a inclusão, e não a discriminação e a exclusão.
Para o líder do PS, é triste ver que o primeiro-ministro está disposto a fazer alianças com um partido que promove o discurso de ódio e a intolerância. António Costa reforçou que a união entre PSD e Chega é uma ameaça à democracia e à coesão social, e que o combate a essas ideologias deve ser uma prioridade de todos os partidos políticos.
O discurso do secretário-geral do PS repercutiu não apenas em Portugal, mas em toda a CPLP. Vários líderes políticos dos países-membros se manifestaram em apoio às críticas de Costa, afirmando que a aliança entre PSD e Chega é preocupante e que vai contra os valores da comunidade.
O presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, afirmou que a CPLP deve ser uma comunidade de valores e que os países-membros devem respeitar as diferenças e promover a inclusão e a igualdade. O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, também se pronunciou sobre o assunto, destacando a importância da cooperação entre os países da comunidade e a necessidade de combater o discurso de ódio e a xenofobia.
O secretário-geral da CPLP, Francisco Ribeiro Telles, reforçou que a comunidade está comprometida com a defesa dos direitos humanos e da igualdade, e que qualquer medida que vá contra esses princípios vai contra os interesses da CPLP.
Em meio a tantas críticas e manifestações de repúdio, o governo português acabou recuando e retirando a proposta que restringia o acesso à nacionalidade portuguesa para filhos de im
















