Dos 10 países analisados em relação às estratégias de longo prazo para combater as mudanças climáticas, metade não possuía nenhum plano de revisão. Um número preocupante, considerando os impactos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas em todo o mundo. Além disso, em vários casos, a consulta pública é limitada ou nem mesmo existe, faltando coordenação entre os diferentes planos climáticos, o que pode comprometer a eficácia das medidas adotadas pelos governos. E o mais alarmante, é a falta de ligação entre as estratégias de longo prazo e metas legalmente vinculativas ou objetivos intermédios.
A necessidade de estratégias de longo prazo para combater as mudanças climáticas torna-se cada vez mais evidente, considerando os impactos devastadores que já estamos presenciando em todo o planeta, como ondas de calor extremas, aumento do nível do mar, derretimento de geleiras e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. É essencial que os governos assumam um compromisso sério e efetivo para enfrentar essa crise global.
Porém, os resultados da análise realizada em 10 países mostram que ainda há muito a ser feito nessa área. Metade deles ainda não possui nenhum plano de revisão para suas estratégias de longo prazo, o que significa que ações concretas para combater as mudanças climáticas podem ficar estagnadas ou ultrapassadas.
Um dos fatores que podem contribuir para essa falta de revisão é a ausência de consulta pública ou, em alguns casos, uma consulta básica que não engaja adequadamente a sociedade civil e outros setores da comunidade. A participação da sociedade é fundamental para que medidas mais efetivas sejam adotadas, levando em consideração as diferentes realidades e necessidades de cada região.
Há também a falta de coordenação entre os diferentes planos climáticos, o que pode comprometer a eficácia das ações em conjunto. É necessário que os diferentes setores dos governos – como meio ambiente, energia, transporte, entre outros – trabalhem de forma integrada, compartilhando informações e conhecimentos para que as estratégias de longo prazo possam ser efetivas.
Outro ponto que a análise destacou foi a falta de ligação entre as estratégias de longo prazo e as metas legalmente vinculativas ou objetivos intermédios. É essencial que haja uma conexão entre esses três elementos para que o progresso seja monitorado e ajustes sejam feitos caso necessário. Metas e objetivos claros e tangíveis são fundamentais para direcionar e incentivar a ação dos governos.
No entanto, apesar dessas falhas identificadas, é importante ressaltar que alguns países estão caminhando na direção certa. Por exemplo, o Reino Unido começou a revisar sua estratégia de longo prazo e estabeleceu uma meta legalmente vinculativa de atingir emissões líquidas zero até 2050. A Finlândia também está no caminho certo, com uma estratégia atualizada de longo prazo que inclui metas ambiciosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Além disso, é encorajador ver que a União Europeia, como um todo, está trabalhando para aumentar a ambição em suas estratégias de longo prazo, com o objetivo de se tornar o primeiro continente neutro em carbono até 2050. Isso mostra que é possível, e necessário, que os governos assumam compromissos mais fortes e efetivos em relação às mudanças climáticas.
Diante desses desafios, é fundamental que os países que ainda não têm uma revisão de estratégia de longo prazo e uma consulta pública efetiva trabalhem para















