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Unesco quer reforçar educação sexual de 30 mil estudantes em Moçambique

A Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, está comprometida em promover a educação e o desenvolvimento sustentável em todo o mundo. E, em Moçambique, esse compromisso se reflete em uma iniciativa que visa reforçar a educação sexual de 30 mil estudantes em duas províncias do país.

Através dessa iniciativa, a Unesco pretende disponibilizar informações e competências que contribuam para a prevenção de gravidezes precoces, violência baseada no género e infeções pelo VIH. Esses temas são de extrema importância para a saúde e o bem-estar dos jovens moçambicanos, e a Unesco está empenhada em fornecer as ferramentas necessárias para que eles possam tomar decisões informadas e responsáveis em relação à sua sexualidade.

As províncias escolhidas para receber essa iniciativa são Nampula e Zambézia, que apresentam altos índices de gravidez precoce e infeções pelo VIH entre os jovens. Segundo dados do Ministério da Saúde de Moçambique, em 2019, cerca de 13% das adolescentes entre 15 e 19 anos já eram mães ou estavam grávidas pela primeira vez. Além disso, o país tem uma das maiores taxas de infeção pelo VIH na África Subsaariana, com uma prevalência de 12,6% entre a população de 15 a 49 anos.

Diante desses números alarmantes, a Unesco decidiu agir e implementar um programa de educação sexual abrangente nessas duas províncias. O objetivo é fornecer informações precisas e atualizadas sobre saúde sexual e reprodutiva, incluindo a prevenção de gravidez precoce e infeções pelo VIH, além de abordar questões de gênero e violência.

O programa será implementado em escolas secundárias e centros de formação profissional, alcançando cerca de 30 mil estudantes com idades entre 15 e 24 anos. Serão realizadas sessões de educação sexual, com a participação de profissionais de saúde e educadores, para fornecer informações sobre contracepção, prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e violência baseada no género.

Além disso, a Unesco também irá disponibilizar materiais educativos, como cartilhas e vídeos, para que os jovens possam aprender de forma lúdica e interativa sobre esses temas. Esses materiais serão adaptados à realidade local e cultural, para garantir que sejam compreendidos e aceitos pelos estudantes.

A iniciativa também inclui a formação de professores e profissionais de saúde, para que possam atuar como multiplicadores de conhecimento e apoiar os jovens em suas dúvidas e necessidades. A ideia é que esses profissionais se tornem agentes de mudança em suas comunidades, promovendo uma cultura de prevenção e cuidado com a saúde sexual e reprodutiva.

Além disso, a Unesco também está trabalhando em parceria com organizações locais e líderes comunitários para garantir que a iniciativa seja bem recebida e aceita pelas comunidades. A participação e o envolvimento da comunidade são fundamentais para o sucesso do programa, pois é preciso que haja uma mudança de mentalidade e comportamento em relação à educação sexual.

Essa iniciativa da Unesco é um passo importante para garantir que os jovens moçambicanos tenham acesso a informações precisas e atualizadas sobre saúde sexual e reprodutiva. Além disso, ela também contribui para a promoção da igualdade de gênero e para a prevenção da violência contra as mulheres e meninas.

Ao fornecer informações e competências para os jovens,

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