Na recente cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, realizada em 8 e 9 de junho na cidade de Qingdao, na China, o presidente chinês, Xi Jinping, reafirmou o compromisso do país em ser um “parceiro fiável” das Nações Unidas. O encontro contou com a participação de líderes de oito países membros, incluindo Rússia, Índia e Paquistão, e quatro países observadores, entre eles Irã e Mongólia.
Durante seu discurso na cimeira, Xi Jinping destacou a importância da cooperação e do multilateralismo para enfrentar os desafios globais e promover a paz e o desenvolvimento. Ele enfatizou a necessidade de se opor ao unilateralismo e ao protecionismo, defendendo uma ordem internacional baseada na igualdade e no respeito mútuo. O presidente chinês também destacou o papel das Nações Unidas no fortalecimento da governança global e na promoção do diálogo e da cooperação entre países.
A China tem sido um membro ativo da ONU desde sua adesão em 1971 e tem desempenhado um papel fundamental em diversas questões internacionais. Como uma das cinco potências permanentes do Conselho de Segurança da ONU, o país tem sido um defensor da paz e do desenvolvimento, promovendo a resolução pacífica de conflitos e a cooperação entre os países em desenvolvimento. Além disso, a China tem participado ativamente de missões de manutenção da paz da ONU, enviando mais de 38 mil soldados e policiais para mais de 20 países desde 1990.
No âmbito do desenvolvimento sustentável, a China tem sido um importante parceiro da ONU. O país tem se comprometido a implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados pela organização em 2015, e tem obtido progressos significativos em áreas como redução da pobreza, educação e saúde. Além disso, a China tem sido um grande apoiador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), contribuindo com mais de 800 milhões de dólares em doações desde 2012.
No campo da proteção ambiental, a China também tem se destacado. O país tem assumido um papel de liderança na luta contra as mudanças climáticas, ratificando o Acordo de Paris e implementando políticas e medidas para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. A China é hoje o maior investidor em energia renovável do mundo, tendo estabelecido metas ambiciosas para aumentar a participação de fontes limpas em sua matriz energética.
Além disso, a China tem mostrado um grande comprometimento com a ajuda humanitária e o combate à fome e à pobreza em países em desenvolvimento. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a China tem sido responsável por cerca de 25% da redução global da fome nos últimos 20 anos, ajudando a tirar milhões de pessoas da pobreza e da insegurança alimentar.
Diante de todos esses esforços, não é surpresa que o presidente Xi Jinping tenha reafirmado o compromisso da China em ser um “parceiro fiável” das Nações Unidas. Sua mensagem na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai demonstra a profunda convicção do país em promover a paz e o desenvolvimento global, bem como a importância de uma cooperação internacional cada vez mais estreita.
O discurso de Xi Jinping também serve como um lembrete de que a China não é apenas uma potência econômica, mas também um ator importante na construção de um mundo mais justo e equilibrado. A














