A economia angolana tem apresentado sinais de recuperação no segundo trimestre deste ano, com um crescimento de 1,08% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado é impulsionado pelo setor não petrolífero, que teve um desempenho positivo, enquanto a atividade petrolífera registrou uma contração de 8,65%, o pior resultado desde 2021.
Esse crescimento é um sinal positivo para a economia angolana, que enfrentou uma recessão nos últimos anos devido à queda dos preços do petróleo, principal fonte de receita do país. Com a diversificação da economia e o fortalecimento de outros setores, como o agrícola, o turismo e a indústria, Angola está mostrando sua resiliência e capacidade de se adaptar a novos desafios.
O setor não petrolífero foi o grande responsável pelo crescimento da economia no segundo trimestre, com um aumento de 3,69%. Esse resultado é reflexo dos esforços do governo em promover políticas de diversificação econômica e atrair investimentos em outros setores. Além disso, a melhora no cenário internacional e o aumento da demanda por produtos angolanos também contribuíram para esse desempenho positivo.
O setor agrícola teve um papel fundamental nessa recuperação, com um crescimento de 5,1% no segundo trimestre. A produção de alimentos tem sido uma prioridade do governo, que tem investido em tecnologia e infraestrutura para aumentar a produtividade e garantir a segurança alimentar do país. Além disso, o setor tem grande potencial de exportação, o que pode impulsionar ainda mais a economia angolana.
Outro setor que vem mostrando um bom desempenho é o turismo. Com a diversidade cultural e as belezas naturais do país, Angola tem atraído cada vez mais turistas, gerando empregos e movimentando a economia local. No segundo trimestre, o setor registrou um crescimento de 3,2%, impulsionado principalmente pelo aumento de turistas estrangeiros.
A indústria também teve um papel importante no crescimento da economia, com um aumento de 2,4% no segundo trimestre. O governo tem incentivado a produção local e a substituição de importações, o que tem impulsionado o setor e gerado novas oportunidades de emprego. Além disso, a construção civil também teve um bom desempenho, com um crescimento de 1,8%, impulsionado pelos investimentos em infraestrutura.
Apesar do bom desempenho do setor não petrolífero, a atividade petrolífera ainda é a principal fonte de receita de Angola. Porém, a queda dos preços do petróleo e a redução da produção têm impactado negativamente a economia do país. No segundo trimestre, o setor registrou uma contração de 8,65%, o pior resultado desde 2021. No entanto, o governo tem adotado medidas para aumentar a produção e diversificar as exportações de petróleo, reduzindo a dependência dessa commodity.
Além disso, o governo tem buscado parcerias e investimentos estrangeiros para impulsionar a economia do país. Recentemente, Angola assinou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um programa de financiamento de três anos, que irá ajudar o país a enfrentar os desafios econômicos e promover o crescimento sustentável.
Diante desse cenário, é possível afirmar que a economia angolana está em um processo de recuperação e apresenta perspectivas positivas para o futuro. Com a diversificação da economia e o fortalecimento de outros setores, Angola está se tornando menos dependente do petróleo e cri