De acordo com a Zero, uma organização de defesa do meio ambiente, os efeitos não-CO2 da aviação são responsáveis por pelo menos metade do impacto climático total da indústria aérea. Isso significa que, além das emissões de dióxido de carbono (CO2), a aviação também contribui para as mudanças climáticas através de outros gases e partículas liberados durante os voos.
Esses efeitos não-CO2 incluem a emissão de óxido nitroso (N2O), vapor de água, aerossóis e formação de cirros, que são nuvens de alta altitude que retêm o calor na atmosfera. Além disso, a aviação também é responsável pela formação de ozônio troposférico, um gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global.
Segundo a Zero, esses efeitos não-CO2 são muitas vezes ignorados nas discussões sobre o impacto da aviação no clima. No entanto, eles são extremamente relevantes e devem ser levados em consideração ao discutir medidas para reduzir as emissões da indústria aérea.
Uma das principais razões pelas quais os efeitos não-CO2 da aviação são tão significativos é devido à altitude em que os aviões voam. A maioria dos voos comerciais ocorre em altitudes entre 9 e 12 quilômetros, onde as condições atmosféricas são ideais para a formação de gases e partículas que contribuem para o aquecimento global.
Além disso, a aviação é uma indústria em constante crescimento. Com o aumento da demanda por viagens aéreas, é esperado que as emissões de gases de efeito estufa da aviação aumentem significativamente nas próximas décadas, a menos que medidas sejam tomadas para reduzi-las.
Felizmente, já existem tecnologias e medidas disponíveis para reduzir os efeitos não-CO2 da aviação. Uma das soluções mais promissoras é o uso de biocombustíveis sustentáveis. Esses combustíveis são produzidos a partir de fontes renováveis, como óleos vegetais e resíduos agrícolas, e podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 80%.
Além disso, a melhoria da eficiência dos motores e a implementação de medidas de gerenciamento de tráfego aéreo também podem contribuir para a redução dos efeitos não-CO2 da aviação. Por exemplo, voar em altitudes mais baixas pode reduzir a formação de cirros, enquanto rotas mais diretas e a utilização de tecnologias de navegação mais precisas podem reduzir o tempo de voo e, consequentemente, as emissões de gases de efeito estufa.
No entanto, para que essas medidas sejam amplamente adotadas, é necessário um esforço conjunto de governos, indústria aérea e sociedade civil. Os governos devem implementar políticas e regulamentações que incentivem a adoção de biocombustíveis e a melhoria da eficiência dos motores. As companhias aéreas, por sua vez, devem investir em tecnologias mais limpas e adotar práticas sustentáveis em suas operações.
Além disso, é importante que os consumidores também façam sua parte, optando por companhias aéreas que tenham um compromisso com a sustentabilidade e escolhendo voos mais diretos sempre que possível. Pequenas ações individuais podem fazer uma grande diferença quando se trata de reduzir os efeitos não-CO2 da aviação.
É importante ressaltar que a aviação é uma indústria essencial para a economia global e para a conectiv
