No último sábado, dia 15 de maio, a Associação de Apoio às Vítimas de Abuso Sexual na Igreja (AAVASI) realizou uma manifestação em frente à Assembleia da República, em Lisboa. O objetivo do protesto foi chamar a atenção para a morosidade nos processos de indemnização às vítimas de abuso sexual por parte da Igreja Católica, além de pedir mudanças nas leis que tratam dos crimes sexuais.
A manifestação contou com a presença de dezenas de vítimas de abuso, seus familiares e membros da AAVASI. Com cartazes e faixas, eles pediam justiça e apoio às vítimas, além de criticarem a postura da Igreja e das autoridades responsáveis pela condução dos processos.
Um dos principais alvos das críticas foi a advogada Rute Agulhas, que representa a Igreja Católica nos processos de indemnização. Segundo a AAVASI, a advogada tem adotado uma postura agressiva e intimidatória em relação às vítimas, o que tem dificultado o andamento dos processos.
Além disso, a associação também criticou as entrevistas conduzidas pelo Grupo Vita, contratado pela Igreja para investigar os casos de abuso. Segundo a AAVASI, as entrevistas têm sido conduzidas de forma insensível e invasiva, causando ainda mais sofrimento às vítimas.
Em nota oficial, a AAVASI afirmou que a manifestação foi um ato de coragem e resistência das vítimas de abuso sexual na Igreja. “Não podemos mais ficar calados diante de tanta injustiça e descaso. É preciso que as autoridades tomem medidas efetivas para garantir que as vítimas sejam ouvidas e que os responsáveis sejam punidos”, dizia o comunicado.
A associação também aproveitou a oportunidade para reforçar o seu pedido de aceleração dos processos de indemnização. Segundo eles, muitas vítimas estão sofrendo com problemas financeiros e emocionais, e a demora na resolução dos casos só agrava a situação.
Além disso, a AAVASI também fez um apelo ao Parlamento para que sejam feitas alterações nas leis que tratam dos crimes sexuais. A associação defende que a prescrição desses crimes seja revista, permitindo que as vítimas tenham mais tempo para denunciar os abusos e buscar justiça.
O presidente da AAVASI, João Paulo, ressaltou a importância da manifestação e da união das vítimas. “Estamos aqui para mostrar que não estamos sozinhos e que não vamos desistir da luta por justiça. É preciso que a sociedade e as autoridades se sensibilizem e tomem medidas efetivas para combater o abuso sexual na Igreja”, afirmou.
A manifestação da AAVASI foi um importante passo na busca por justiça e reparação às vítimas de abuso sexual na Igreja Católica. A associação espera que as autoridades e a sociedade como um todo se sensibilizem e tomem medidas para garantir que esses crimes não fiquem impunes.
É preciso que a Igreja e as autoridades responsáveis assumam a sua responsabilidade e ofereçam apoio e suporte às vítimas, além de garantir que os responsáveis pelos abusos sejam punidos de forma justa. A AAVASI continuará lutando pelos direitos das vítimas e pela prevenção de novos casos de abuso sexual na Igreja. Juntos, podemos fazer a diferença e garantir um futuro mais justo e seguro para todos.















