Tiago Rodrigues, um dos mais renomados encenadores portugueses, iniciou recentemente um novo mandato de quatro anos à frente do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. Com uma carreira consolidada e reconhecida internacionalmente, Rodrigues já deixou claro que tem grandes planos para os próximos anos, incluindo a escolha de uma língua privilegiada para as produções do teatro em 2026: o coreano.
Rodrigues assumiu a direção do Teatro Nacional D. Maria II em 2015, após uma bem-sucedida passagem pelo Teatro Nacional São João, no Porto. Desde então, tem sido responsável por uma série de produções aclamadas pela crítica e pelo público, que o levaram a ser considerado um dos mais importantes encenadores da atualidade.
Com um olhar atento para as questões sociais e políticas, Rodrigues tem se destacado por trazer à tona temas relevantes e provocativos em suas peças. Além disso, sua abordagem inovadora e criativa tem conquistado o público e a crítica, tornando-o uma referência no teatro contemporâneo.
Em seu novo mandato, que se estenderá até 2026, Rodrigues já anunciou que pretende ampliar ainda mais o alcance do Teatro Nacional D. Maria II, levando suas produções para além das fronteiras portuguesas. Para isso, ele planeja estabelecer parcerias com outros teatros e festivais internacionais, levando o nome do teatro e da cultura portuguesa para o mundo.
Mas uma das grandes novidades anunciadas por Rodrigues é a escolha da língua coreana como a privilegiada para as produções do teatro em 2026. Essa decisão, que pode parecer surpreendente à primeira vista, tem uma explicação muito clara: a admiração do encenador pela cultura e pela arte coreana.
Rodrigues já havia demonstrado seu interesse pela cultura coreana em produções anteriores, como a peça “By Heart”, que teve sua estreia em Seul, em 2018. Além disso, ele também já havia trabalhado com artistas coreanos em outras ocasiões, o que o levou a se aprofundar ainda mais na língua e na cultura do país.
Ao escolher o coreano como língua privilegiada para as produções de 2026, Rodrigues pretende não apenas homenagear a cultura coreana, mas também promover uma maior diversidade e inclusão no teatro português. Afinal, a língua é um elemento fundamental na construção de uma peça teatral e, ao escolher o coreano, Rodrigues está abrindo espaço para novas vozes e perspectivas no palco.
Essa escolha também reflete o compromisso de Rodrigues com a internacionalização do teatro português, que tem se mostrado cada vez mais presente e relevante no cenário artístico mundial. Ao trazer a língua coreana para o Teatro Nacional D. Maria II, ele está abrindo portas para uma maior troca cultural e artística entre Portugal e a Coreia do Sul.
Além disso, a escolha do coreano também é uma forma de desafiar os artistas e o público do teatro a expandirem seus horizontes e a se abrirem para novas experiências. Como disse Rodrigues em uma entrevista recente, “o teatro é um lugar de encontro e de diálogo, e a língua é um elemento fundamental nesse processo”. Ao escolher uma língua pouco conhecida e falada em Portugal, ele está convidando a todos a se aventurarem em um novo universo linguístico e cultural.
Com essa decisão, Tiago Rodrigues mostra mais uma vez sua visão arrojada e sua capacidade de inovar e surpreender. Seu novo mandato promete















