As Forças Armadas de Israel têm sido destaque nos últimos dias após a intercepção de embarcações onde se encontravam a deputada Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício. O incidente ocorreu na quarta-feira (28 de julho) e gerou grande polêmica e repercussão na mídia internacional.
De acordo com as informações divulgadas, as embarcações estavam navegando em águas territoriais israelitas sem autorização e foram intercetadas por uma patrulha naval da Marinha de Israel. A ação foi realizada sem qualquer tipo de violência ou danos materiais e todos os ocupantes das embarcações foram levados para a costa, onde foram recebidos pelas autoridades portuárias.
Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, estava a bordo de uma das embarcações juntamente com Miguel Duarte, ativista conhecido por resgatar migrantes no Mar Mediterrâneo, e Sofia Aparício, atriz portuguesa que havia se juntado a uma expedição humanitária para a Faixa de Gaza. Todos foram levados para uma delegacia e interrogados pelas autoridades locais.
Segundo as declarações dos ocupantes das embarcações, o objetivo da expedição era levar ajuda humanitária para a população de Gaza, que sofre com um bloqueio imposto por Israel desde 2007. No entanto, as autoridades israelitas afirmam que as embarcações não possuíam permissão para navegar em suas águas territoriais e que, por isso, a ação de intercepção foi necessária.
Após o ocorrido, a deputada Mariana Mortágua utilizou as redes sociais para se pronunciar sobre o incidente, afirmando que a ação das Forças Armadas de Israel foi ilegal e que ela e os outros ocupantes das embarcações foram tratados com truculência durante o interrogatório. No entanto, as autoridades israelitas negam qualquer tipo de violência ou desrespeito durante o processo.
A ação das Forças Armadas de Israel gerou uma onda de protestos e críticas por parte da comunidade internacional, que considera a intercepção das embarcações como uma violação dos direitos humanos e uma tentativa de impedir a ajuda humanitária ao povo de Gaza. No entanto, as autoridades israelitas afirmam que o bloqueio é necessário para evitar a entrada de armas e materiais que possam ser utilizados para atividades terroristas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu a ação das Forças Armadas, afirmando que a segurança do país é uma prioridade e que as embarcações foram intercetadas de forma legal e necessária. Netanyahu também acusou os ocupantes das embarcações de estarem utilizando a ajuda humanitária como uma forma de propaganda anti-israelense.
Apesar das polêmicas e divergências de opinião, o incidente foi resolvido de forma pacífica e todos os ocupantes das embarcações foram liberados após o interrogatório. O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, emitiu uma nota oficial afirmando que está acompanhando o caso de perto e que irá tomar as medidas necessárias caso sejam comprovadas quaisquer irregularidades no processo.
Este incidente também trouxe à tona a questão do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza, que já dura mais de uma década e tem gerado debates e críticas internacionais. A comunidade internacional tem pressionado para que o bloqueio seja removido e que a população de Gaza tenha acesso a necessidades básicas como água, comida e assistência médica. No entanto, as autoridades israelitas afirmam que o bloqueio é necessário para garantir a segurança do país e
