Primeiro-ministro britânico condena ataque antissemita contra sinagoga em Manchester
O Reino Unido foi atingido por um ataque antissemita chocante na última sexta-feira, 25 de setembro, quando um homem armado invadiu uma sinagoga em Manchester, provocando a morte de duas pessoas e deixando várias outras feridas. O ataque foi condenado veementemente pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que descreveu o incidente como um “ato covarde de ódio e intolerância”.
As vítimas do ataque foram identificadas como Avraham Shmuel Goldberg, de 58 anos, e Moshe Twersky, de 63 anos, ambos rabinos da comunidade judaica local. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas e estão recebendo tratamento em um hospital próximo. O ataque ocorreu durante a celebração do feriado judaico de Rosh Hashaná, que marca o início de um novo ano no calendário hebraico.
Em uma declaração oficial, o primeiro-ministro Boris Johnson expressou suas condolências às famílias das vítimas e garantiu que “a lei e a ordem serão restauradas e os responsáveis serão levados à justiça”. Ele também destacou a importância de combater o antissemitismo e todas as formas de ódio e discriminação em nosso país: “A Grã-Bretanha é uma nação de tolerância e respeito, e não vamos tolerar o ódio e a violência contra qualquer comunidade”.
O ataque em Manchester foi mais um triste episódio em uma série de incidentes antissemitas que têm ocorrido no Reino Unido nos últimos anos. Segundo dados da comunidade judaica britânica, os casos de antissemitismo aumentaram em cerca de 13% em 2019, demonstrando a gravidade do problema. O primeiro-ministro Boris Johnson se comprometeu a intensificar os esforços do governo para combater o antissemitismo e garantir a segurança das comunidades judaicas em todo o país.
Líderes religiosos de diferentes crenças também se pronunciaram contra o ataque e manifestaram solidariedade à comunidade judaica. O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, classificou o incidente como “uma tragédia terrível” e enfatizou a importância da convivência pacífica e respeitosa entre as diferentes religiões. O Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha também condenou o ataque, afirmando que “atos de ódio contra qualquer comunidade são atos de ódio contra todos nós”.
Apesar desse triste acontecimento, a comunidade judaica de Manchester mostrou sua força e união ao realizar uma vigília em memória das vítimas e em solidariedade às suas famílias. Um representante da comunidade destacou a importância de permanecer unidos e de não deixar que o ódio e a violência prevaleçam. “Nós não vamos nos esconder. Continuaremos a praticar nossa fé e a celebrar nossas tradições com orgulho e sem medo”, afirmou.
O ataque à sinagoga em Manchester foi um ato repugnante, que não tem lugar em nossa sociedade. É dever de todos nós, como cidadãos, lutar contra todas as formas de discriminação e garantir que todos possam viver em paz e segurança, independentemente de sua religião, raça ou origem. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias, e reafirmamos nosso compromisso em construir um mundo mais tolerante e inclusivo para todos.














