O ano de 2021 promete ser um marco para a Igreja Católica, especialmente em Portugal. Segundo D. António Augusto Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, este será um ano de implementação do processo sinodal a nível local. Para ele, esta é uma oportunidade decisiva para uma profunda renovação eclesial em estilo sinodal, ou seja, uma Igreja mais dinâmica, acolhedora e participativa.
O que é o processo sinodal? Para entendermos melhor, é preciso voltar um pouco no tempo. Em 2018, o Papa Francisco convocou um Sínodo dos Bispos sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional. O objetivo era ouvir os jovens e refletir sobre como a Igreja poderia acompanhá-los melhor em sua caminhada de fé. O resultado foi um documento final, que serviu como base para a Exortação Apostólica Christus Vivit, publicada pelo Papa em 2019.
Agora, o Papa Francisco está propondo que esse processo sinodal seja levado para as dioceses, paróquias e comunidades locais. Isso significa que o processo de escuta e reflexão sobre temas importantes para a Igreja será realizado em cada região, com a participação ativa de todos os fiéis. Dessa forma, a Igreja poderá se renovar e se adaptar às necessidades e realidades locais.
D. António Augusto Azevedo destaca que esse processo é uma oportunidade única para a Igreja em Portugal. Ele acredita que, ao adotar o estilo sinodal, a Igreja poderá se tornar mais próxima das pessoas, mais atenta às suas necessidades e mais aberta à participação de todos. Isso é essencial para uma Igreja que deseja ser relevante e acolhedora em um mundo em constante transformação.
O Bispo Auxiliar de Lisboa também ressalta que o processo sinodal não é apenas para os jovens, mas para toda a comunidade. Todos são convidados a participar e contribuir com suas ideias e reflexões. Isso significa que os fiéis terão a oportunidade de se expressar e serem ouvidos, algo que é fundamental para uma Igreja que deseja ser verdadeiramente sinodal.
Além disso, D. António Augusto Azevedo enfatiza que o processo sinodal é um convite à conversão pessoal e comunitária. Ele nos convida a refletir sobre nossa caminhada de fé e sobre como podemos ser melhores cristãos, mais próximos de Deus e dos irmãos. Isso nos leva a uma Igreja mais autêntica e comprometida com o Evangelho.
É importante ressaltar que o processo sinodal não se trata apenas de uma mudança de estrutura ou de organização da Igreja. É um chamado à conversão e à renovação espiritual. É uma oportunidade para a Igreja se redescobrir e se reinventar, para que possa cumprir sua missão de ser sal e luz no mundo.
O Bispo Auxiliar de Lisboa também destaca que o processo sinodal não é algo que acontecerá apenas neste ano, mas será um caminho a ser percorrido nos próximos anos. Isso significa que é preciso ter paciência e perseverança, pois a renovação eclesial não acontece da noite para o dia. É um processo que exige a colaboração e o comprometimento de todos.
Por fim, D. António Augusto Azevedo nos convida a abraçar esse processo sinodal com entusiasmo e esperança. Ele acredita que essa é uma oportunidade única para a Igreja em Portugal se tornar mais dinâmica, acolhedora e participativa. E isso só será possível com a participação de todos, com a escuta atenta e a contribuição de cada fiel














