O ano de 2021 promete ser um ano de mudanças significativas para a Igreja Católica, especialmente no que diz respeito à sua estrutura e funcionamento. D. António Augusto Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, indica que este será um ano marcado pela implementação do processo sinodal a nível local, o que trará uma oportunidade decisiva para uma profunda renovação eclesial em estilo sinodal.
O processo sinodal é um método de tomada de decisão na Igreja Católica que envolve a participação ativa de todos os membros da comunidade, desde os leigos até os líderes religiosos. Ele se baseia no princípio da sinodalidade, que significa caminhar juntos, ouvir uns aos outros e discernir juntos a vontade de Deus. Este método foi amplamente utilizado durante o Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, realizado em 2019, e agora será implementado em nível local, em todas as dioceses do mundo.
Para D. António Augusto Azevedo, esta é uma oportunidade única para a Igreja se renovar e se tornar mais dinâmica, acolhedora e participativa. Ele acredita que o processo sinodal permitirá que a Igreja se aproxime ainda mais das necessidades e realidades das comunidades locais, ouvindo suas vozes e buscando soluções juntos.
Uma das principais mudanças que o processo sinodal trará é a descentralização do poder na Igreja. Ao invés de decisões serem tomadas apenas por líderes religiosos, elas serão discutidas e decididas em conjunto com os leigos, que são a maioria dos membros da Igreja. Isso permitirá uma maior participação e representatividade de todos os fiéis, tornando a Igreja mais inclusiva e democrática.
Além disso, o processo sinodal também promoverá uma maior colaboração entre as diferentes comunidades e paróquias de uma diocese. Isso permitirá que as experiências e boas práticas sejam compartilhadas, fortalecendo a Igreja como um todo. Também será uma oportunidade para que as comunidades mais distantes e isoladas sejam ouvidas e incluídas nas decisões da Igreja.
Outro aspecto importante do processo sinodal é a escuta atenta às vozes dos mais marginalizados e excluídos da sociedade. A Igreja tem um papel fundamental na defesa dos direitos humanos e na promoção da justiça social, e o processo sinodal permitirá que essas questões sejam discutidas e abordadas de forma mais efetiva.
D. António Augusto Azevedo enfatiza que o processo sinodal não é apenas uma mudança estrutural, mas também uma mudança de mentalidade. Ele acredita que a Igreja precisa se adaptar aos tempos atuais e se tornar mais aberta e receptiva às mudanças e desafios da sociedade. Isso inclui uma maior atenção às questões ambientais e à proteção da criação, bem como uma maior inclusão e acolhimento das minorias.
O Bispo Auxiliar de Lisboa também destaca que o processo sinodal não é um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar uma Igreja mais viva e relevante para as pessoas. Ele encoraja todos os fiéis a se envolverem ativamente neste processo, compartilhando suas ideias, preocupações e esperanças para a Igreja.
Em resumo, o ano de 2021 será um ano de mudanças e renovação para a Igreja Católica, com a implementação do processo sinodal a nível local. Este é um momento de grande importância e oportunidade para a Igreja se tornar mais dinâmica, acolhedora e participativa, caminhando juntos em busca da vontade de















