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Papa elogia exemplo de “homens e mulheres autênticos” dos santos, unindo fé e luta pela justiça

No dia 15 de outubro de 2021, o Papa Leão XIV presidiu a Missa de canonização de sete figuras dos séculos XIX e XX na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Entre os novos santos, estavam os primeiros representantes da Venezuela e da Papua Nova-Guiné a serem canonizados pela Igreja Católica.

A cerimônia foi um momento de grande emoção e alegria para os fiéis desses dois países, que finalmente viram suas figuras religiosas serem reconhecidas pela Igreja como santos. A canonização é o processo pelo qual a Igreja declara oficialmente que uma pessoa viveu uma vida de santidade e pode ser venerada como tal. É um momento de grande importância para os devotos, que veem a canonização como a confirmação de que essas figuras estão ao lado de Deus.

Entre os novos santos, estão três venezuelanos: José Gregorio Hernández, Carmen Rendiles e Candelária de San José. José Gregorio Hernández, também conhecido como “o médico dos pobres”, foi um médico que dedicou sua vida aos menos favorecidos. Sua fama de santidade se espalhou por todo o país e, desde sua morte em 1919, muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Carmen Rendiles, uma religiosa que fundou a Congregação das Irmãs da Caridade de Santa Ana, dedicou sua vida ao serviço dos mais necessitados e à educação das crianças. E Candelária de San José, também conhecida como “a escrava da Eucaristia”, foi uma mulher negra que viveu no século XIX e dedicou sua vida à oração e ao serviço aos pobres.

Da Papua Nova-Guiné, foram canonizados quatro mártires: Pedro To Rot, Paulo Miki, Jacó Kisai e Mateus Alonso Leziniano. Pedro To Rot foi um catequista que foi martirizado por se recusar a renunciar à sua fé católica durante a Segunda Guerra Mundial. Paulo Miki, um jesuíta japonês, e Jacó Kisai, um irmão leigo, foram martirizados no século XVI por professarem sua fé cristã em um país que não permitia a disseminação do catolicismo. E Mateus Alonso Leziniano, um jovem catequista que foi morto na década de 1930 por se recusar a renunciar à sua fé.

A canonização desses sete santos é um momento histórico para a Igreja Católica, pois é a primeira vez que a Venezuela e a Papua Nova-Guiné têm representantes na lista dos santos. Além disso, é um momento de grande importância para esses dois países, que veem suas figuras religiosas serem reconhecidas e elevadas à santidade.

No discurso durante a cerimônia de canonização, o Papa Leão XIV ressaltou a importância dessas figuras para a Igreja e para o mundo. Ele destacou a dedicação e o amor que cada um deles teve por Deus e pelo próximo, servindo como exemplos de amor e caridade para todos nós.

É importante ressaltar que a canonização desses sete santos não é apenas uma celebração para os fiéis da Venezuela e da Papua Nova-Guiné, mas para toda a Igreja e para o mundo. Suas vidas e testemunhos são um convite para que todos nós sigamos seus exemplos e busquemos viver uma vida de santidade, dedicada ao amor e ao serviço ao próximo.

Que esses novos santos, agora elevados ao céu, intercedam por nós e nos inspirem a viver de acordo com os ensinamentos de Cristo. Que suas vidas e seus testemunhos continuem a impactar gerações e que sejam lembrados como exemplos de amor, caridade

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