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Relatório do Vaticano: CEP vai implementar mais recomendações sobre abusos e proteção de menores

Os bispos portugueses reconhecem que ainda há muito trabalho a fazer no combate aos abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica. No entanto, eles afirmam que há uma nova consciência de intolerância e responsabilização dos autores desses crimes. Essas declarações foram feitas durante a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que ocorreu em Fátima, entre os dias 9 e 12 de abril.

Durante o encontro, os bispos discutiram o tema dos abusos sexuais na Igreja e reconheceram que é um assunto de extrema gravidade e que precisa ser tratado com urgência e determinação. “Há uma consciência nova e transversal de intolerância face ao abuso e de responsabilização dos autores destes crimes”, afirmaram os bispos em comunicado.

A Igreja Católica tem sido alvo de duras críticas em todo o mundo devido aos casos de abuso sexual envolvendo membros do clero. Em Portugal, não é diferente. Nos últimos anos, têm surgido denúncias de abusos sexuais cometidos por padres e outros religiosos. Esses casos causaram indignação e revolta na sociedade portuguesa e abalaram a confiança dos fiéis na instituição religiosa.

Diante desse cenário, os bispos portugueses afirmam que é necessário agir com determinação e transparência para enfrentar o problema dos abusos sexuais na Igreja. Eles garantem que estão empenhados em colaborar com as autoridades civis e judiciais para que os casos sejam investigados e os responsáveis sejam punidos.

Além disso, os bispos também destacaram a importância de acolher e apoiar as vítimas de abuso sexual. “É preciso que as vítimas sejam ouvidas, acolhidas e acompanhadas de forma adequada e que lhes seja garantida a justiça e a reparação”, afirmaram.

Durante a Assembleia Plenária, os bispos portugueses também abordaram outros temas importantes, como a questão dos migrantes, a situação social e económica do país e a necessidade de promover a paz e a reconciliação. Eles reforçaram a importância da Igreja Católica estar presente na vida das pessoas, especialmente dos mais necessitados.

Os bispos também destacaram a importância da formação contínua dos fiéis, para que possam compreender melhor a sua fé e vivê-la de forma mais autêntica e comprometida. Além disso, ressaltaram a importância da pastoral vocacional para incentivar os jovens a seguirem a vida religiosa.

Por fim, os bispos portugueses reafirmaram o seu compromisso de continuar a trabalhar em prol da paz, da justiça e do bem-estar da sociedade portuguesa. “Estamos conscientes de que ainda há muito trabalho a fazer, mas estamos determinados a enfrentar os desafios com coragem e confiança”, concluíram.

Em resumo, as declarações dos bispos portugueses durante a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa demonstram um compromisso firme em combater os abusos sexuais na Igreja e em promover uma cultura de tolerância e responsabilização. Além disso, reforçam a importância da Igreja Católica estar em sintonia com os desafios da sociedade e empenhada em servir a comunidade. Com isso, esperamos que a instituição religiosa continue a ser um instrumento de paz e esperança para o povo português.

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