Dani Romero, missionário da Consolata, é um venezuelano que tem dedicado sua vida ao serviço missionário em seu país. Com a canonização, neste domingo, dos primeiros Santos da Venezuela, e a recente atribuição do Nobel da Paz à líder da oposição, Dani fala à Renascença sobre os “sinais de esperança” que seu país está vivendo.
A Venezuela tem enfrentado uma grave crise política, econômica e social nos últimos anos. A inflação descontrolada, a escassez de alimentos e medicamentos, a violência e a instabilidade política têm afetado profundamente a população. No entanto, Dani acredita que esses momentos difíceis também podem ser vistos como oportunidades para a transformação e o crescimento.
Com a canonização dos primeiros Santos da Venezuela, o país recebe um grande presente espiritual. A Igreja Católica reconhece a santidade de José Gregorio Hernández, conhecido como o “médico dos pobres”, e da Madre Carmen Rendiles, fundadora da Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento e da Caridade. Ambos dedicaram suas vidas ao serviço dos mais necessitados e são exemplos de amor e caridade para todos os venezuelanos.
Para Dani, a canonização desses Santos é um sinal de esperança para o povo venezuelano. “Eles são um exemplo de como podemos viver nossa fé em meio às dificuldades e como podemos ajudar os outros, mesmo quando estamos passando por tempos difíceis”, afirma o missionário. Ele acredita que a canonização desses Santos pode inspirar as pessoas a seguirem seus passos e a se unirem em solidariedade para enfrentar os desafios que o país enfrenta.
Além disso, a recente atribuição do Nobel da Paz à líder da oposição, Maria Corina Machado, também é vista por Dani como um sinal de esperança. Machado é uma defensora dos direitos humanos e tem lutado incansavelmente pela democracia e pela liberdade na Venezuela. Sua coragem e determinação são um exemplo para todos os venezuelanos que desejam um futuro melhor para o país.
Para Dani, a atribuição do Nobel da Paz a Machado é um reconhecimento internacional da luta do povo venezuelano por justiça e liberdade. “Isso nos dá força para continuar lutando e nos mostra que não estamos sozinhos nessa batalha”, afirma o missionário. Ele acredita que essa conquista pode unir ainda mais o povo venezuelano em busca de um futuro mais justo e próspero.
Apesar dos desafios que a Venezuela enfrenta, Dani vê esses acontecimentos como sinais de esperança e acredita que o país está passando por um momento de transformação. “Estamos vivendo um momento de mudança, e essa mudança começa dentro de cada um de nós”, afirma o missionário. Ele acredita que, com a ajuda de Deus e a união do povo, a Venezuela pode superar essa crise e construir um futuro melhor para todos.
Dani também destaca a importância da solidariedade e da ajuda mútua em tempos difíceis. Ele e outros missionários da Consolata têm trabalhado incansavelmente para ajudar as comunidades mais afetadas pela crise, distribuindo alimentos, medicamentos e oferecendo apoio espiritual. “É importante que, em meio às dificuldades, não nos esqueçamos de ajudar uns aos outros e de mostrar amor e compaixão pelo próximo”, afirma o missionário.
Em suas palavras de encorajamento, Dani convida todos os venezuelanos a se unirem em oração e ação para construir um futuro melhor para o país. “Não podemos desistir, temos que continuar lutando e acreditando que dias melhores virão”, afirma o missionário.















