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Trump age para retomar influência dos EUA nas Américas, diz Alberto Pfeifer

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem intensificado ainda mais a disputa com China e Rússia por acesso a recursos cruciais, segundo o coordenador do grupo de Análise de Estratégia Internacional da USP (Universidade de São Paulo). Com a crescente preocupação em garantir suprimentos essenciais para seu país, Biden tem liderado uma agenda agressiva para competir com as duas nações em âmbito internacional.

No campo da tecnologia, a competição entre Estados Unidos e China já é bem conhecida. Com a liderança chinesa na produção de componentes eletrônicos e a forte presença da empresa Huawei no mercado global de telecomunicações, os Estados Unidos temem perder sua posição de destaque nesse setor estratégico. Além disso, a Rússia também está investindo cada vez mais em tecnologias avançadas, o que acirra a disputa entre as três potências.

Outra grande preocupação é o acesso a recursos naturais, como minerais e combustíveis fósseis. Com a crescente demanda global por esses recursos, a competição entre os países para obtê-los tem se tornado mais acirrada. Joe Biden tem buscado formas de garantir que seu país tenha acesso a esses recursos de maneira segura e sustentável, sem depender muito da China e da Rússia.

Para o coordenador do grupo de Análise de Estratégia Internacional da USP, essa disputa por recursos cruciais coloca os Estados Unidos em uma posição desafiadora. Por um lado, o país precisa manter sua liderança e independência no cenário internacional, mas por outro, tem que lidar com a pressão crescente de outros países, principalmente da China, que também estão em busca desses recursos.

Para isso, Joe Biden tem mobilizado alianças com outros países, intensificando a cooperação com nações como Japão, Austrália e Índia. Juntos, esses países formam o chamado “Quadrilátero do Pacífico”, um grupo que busca fortalecer a segurança e a cooperação em âmbito regional, com o objetivo de equilibrar a influência crescente da China na região.

Além disso, o presidente americano também tem trabalhado para estabelecer acordos comerciais mais favoráveis para o país, especialmente em relação à China. Em sua recente viagem pela Europa, Biden se reuniu com líderes da União Europeia e do Reino Unido na tentativa de construir alianças que possam competir com a China em áreas como tecnologia e comércio.

Essas medidas têm gerado críticas tanto da China quanto da Rússia. Os dois países têm acusado os Estados Unidos de adotarem uma postura agressiva e de tentarem limitar o seu desenvolvimento. Contudo, para o coordenador do grupo de Análise de Estratégia Internacional da USP, Joe Biden está apenas buscando garantir a segurança e a prosperidade de seu país.

É importante ressaltar que essa competição entre as três potências não é apenas uma disputa econômica, mas também geopolítica. Com a China e a Rússia tentando expandir sua influência em diferentes regiões do mundo, os Estados Unidos estão se esforçando para manter seu papel de líder global. E como a competição por recursos está intimamente ligada ao poder e à influência dos países, essa disputa tende a se intensificar cada vez mais.

No entanto, é preciso destacar que esse embate não é inevitável e que, apesar das tensões, ainda é possível buscar uma cooperação entre as nações. A preservação do meio ambiente e a busca por fontes de energia limpa podem ser temas em que os países possam trabalhar juntos, em vez de competir. Além disso, a troca de ideias e tecnologias entre os países pode beneficiar a todos.

Em suma, a intensificação da disputa entre Estados Unidos,

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