A poucos dias do Dia Mundial dos Pobres e no final da primeira semana de discussão do Orçamento do Estado, é convidado da Renascença e da Agência Ecclesia, o presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia. O sacerdote é uma figura conhecida e respeitada na área da solidariedade social em Portugal, tendo dedicado grande parte da sua vida à defesa dos mais desfavorecidos.
Com o Dia Mundial dos Pobres a aproximar-se, é importante refletirmos sobre a situação dos mais vulneráveis na nossa sociedade. E é precisamente isso que padre Lino Maia nos convida a fazer. Em entrevista, o presidente da CNIS deixa alertas para que não se abandonem os princípios da Doutrina Social da Igreja e para a introdução de mudanças nas leis laborais.
Para padre Lino Maia, é fundamental que a solidariedade continue a ser um pilar da nossa sociedade. A Doutrina Social da Igreja, que se baseia nos ensinamentos de Jesus Cristo, defende a importância da partilha e da justiça social. E é isso que as instituições de solidariedade social, muitas delas ligadas à Igreja Católica, têm feito ao longo dos anos. Mas, segundo o sacerdote, é preciso que o Estado também assuma a sua responsabilidade nesta área.
Com o Orçamento do Estado em discussão, padre Lino Maia deixa um apelo aos governantes para que não se esqueçam dos mais pobres. É necessário que sejam tomadas medidas que promovam a inclusão social e a igualdade de oportunidades. E isso passa, segundo o presidente da CNIS, por uma maior aposta na educação e na formação profissional.
Mas padre Lino Maia não se limita a alertar para a importância da solidariedade. O sacerdote também deixa um recado claro sobre as leis laborais em Portugal. Para ele, é fundamental que sejam introduzidas mudanças que valorizem os trabalhadores e que os protejam de eventuais abusos. “Os trabalhadores não são um problema, são a solução”, afirma o presidente da CNIS.
Esta é uma mensagem importante, especialmente num momento em que se discute a precariedade laboral e a necessidade de uma maior proteção dos trabalhadores. Padre Lino Maia defende que é preciso encontrar um equilíbrio entre as necessidades das empresas e os direitos dos trabalhadores. E isso só é possível se houver um diálogo construtivo entre todas as partes envolvidas.
O sacerdote também alerta para a importância de se combater a pobreza de forma estrutural. Não basta dar esmolas ou fazer doações pontuais. É preciso criar condições para que as pessoas consigam sair da pobreza e ter uma vida digna. E isso só é possível através de políticas públicas eficazes e de uma sociedade mais justa e solidária.
Padre Lino Maia é uma voz de esperança e de luta pelos mais desfavorecidos. O seu trabalho na CNIS tem sido fundamental para a promoção da solidariedade e da justiça social em Portugal. E é com esta mesma determinação que o sacerdote nos convida a refletir sobre o Dia Mundial dos Pobres e sobre o papel de cada um na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
No final da entrevista, padre Lino Maia deixa uma mensagem de esperança e de confiança no futuro. Apesar dos desafios que enfrentamos, o presidente da CNIS acredita que é possível construir um mundo melhor, onde a solidariedade e a justiça sejam os pilares da nossa sociedade. E é com esta mensagem positiva e motivadora que celebramos o














