Um estudo recente realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que o Brasil está perdendo espaço no processo de transição energética global. Isso significa que o país está ficando para trás em relação às mudanças necessárias para alcançar uma matriz energética mais sustentável e limpa. Esses resultados são alarmantes e devem servir como um alerta para que medidas sejam tomadas o mais rápido possível.
O relatório divulgado pelo Ipea analisou os dados de diversos países e comparou os investimentos em fontes renováveis e tecnologias limpas. Infelizmente, o Brasil ficou abaixo da média mundial e também atrás de países latino-americanos como Chile, México e Uruguai. O país ocupava a 7ª posição no ranking global em 2007, mas caiu para a 9ª posição em 2017.
Em um panorama global, a transição energética é uma realidade cada vez mais presente. Na última década, houve um aumento significativo nos investimentos globais em energia limpa, enquanto os investimentos em combustíveis fósseis diminuíram. Além disso, acordos internacionais, como o Acordo de Paris, têm impulsionado a adoção de medidas em prol da sustentabilidade. É fundamental que o Brasil também acompanhe essa tendência.
Um dos principais fatores apontados pelo estudo do Ipea para o atraso brasileiro é a falta de incentivos e políticas públicas efetivas. O setor de energia no país ainda é altamente dependente de fontes não renováveis, como o petróleo e o gás natural, que representam cerca de 57% da matriz energética brasileira. Além disso, o uso de carvão para a geração de energia ainda é uma realidade no país.
No entanto, apesar desses dados preocupantes, há motivos para manter uma visão otimista. O Brasil tem um enorme potencial para a produção de energia limpa, especialmente devido à sua vasta extensão territorial e às suas riquezas naturais. A expansão da energia eólica e solar é um exemplo disso, com o país se tornando um dos líderes mundiais na produção dessas fontes alternativas. Além disso, a matriz energética brasileira é uma das menos poluentes entre os países em desenvolvimento.
É preciso, portanto, que o governo e a sociedade brasileira enxerguem a transição energética como uma oportunidade de desenvolvimento e não como um problema. Investir em fontes renováveis e tecnologias limpas não apenas contribuirá para a proteção do meio ambiente, mas também para a geração de empregos e para o crescimento econômico do país.
Além disso, é importante destacar que a transição energética é um processo que precisa ser construído em conjunto. As empresas e a população em geral também devem ter um papel fundamental na adoção de medidas sustentáveis em suas atividades diárias. Pequenas ações, como economizar energia elétrica em casa e incentivar a reciclagem, fazem a diferença.
Não podemos mais ignorar a urgência de mudar nossas formas de produzir e consumir energia. O estudo do Ipea mostra que o Brasil está ficando para trás nesse processo, mas ainda é possível reverter essa situação. Precisamos de políticas públicas que incentivem a transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável, além do engajamento e conscientização da sociedade. É hora de agir antes que seja tarde demais.















