No dia 3 de dezembro, foi celebrado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, uma data importante para conscientizar a sociedade sobre a inclusão e os direitos das pessoas com deficiência. E para marcar essa semana, a Renascença e a Agência Ecclesia convidaram Elisabete Dias, educadora social do Centro João Paulo II, para falar sobre o trabalho realizado pelo “Grupo da Diferença”, uma associação que reúne instituições de Fátima e Ourém dedicadas às pessoas com deficiência.
O “Grupo da Diferença” foi criado em 1998, com o objetivo de promover a inclusão e a igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência. A associação é formada por seis instituições, entre elas o Centro João Paulo II, que oferece apoio e acompanhamento a crianças e jovens com deficiência intelectual e suas famílias.
Elisabete Dias, que é educadora social há 25 anos, conta que o trabalho desenvolvido pelo Centro João Paulo II é muito gratificante. “É um trabalho que nos enche o coração, que nos faz crescer e aprender todos os dias. É uma missão que nos foi confiada e que abraçamos com muito amor e dedicação”, afirma.
O Centro João Paulo II oferece um atendimento personalizado e multidisciplinar, com o objetivo de promover o desenvolvimento integral das crianças e jovens com deficiência. Além disso, a instituição também oferece apoio às famílias, ajudando-as a lidar com os desafios e a superar as dificuldades que surgem no dia a dia.
Para Elisabete, a inclusão é um processo contínuo e que deve ser trabalhado em conjunto com a sociedade. “A inclusão é um trabalho de todos, não é apenas responsabilidade das instituições. É preciso que a sociedade esteja preparada para acolher e respeitar as diferenças”, ressalta.
E é exatamente isso que o “Grupo da Diferença” busca promover: a inclusão e o respeito às diferenças. A associação realiza diversas atividades ao longo do ano, como passeios, festas e eventos esportivos, que visam integrar as pessoas com deficiência à comunidade e mostrar que elas são capazes de realizar diversas atividades.
Além disso, o “Grupo da Diferença” também promove ações de sensibilização e conscientização, com o intuito de combater o preconceito e a discriminação. “É importante que as pessoas entendam que a deficiência não é uma limitação, mas sim uma característica que faz parte da diversidade humana”, afirma Elisabete.
E essa diversidade é o que torna o mundo um lugar mais rico e interessante. As pessoas com deficiência trazem consigo habilidades e talentos únicos, que muitas vezes são ignorados pela sociedade. Por isso, é fundamental que haja uma mudança de mentalidade e que a inclusão seja vista como uma oportunidade de crescimento e aprendizado para todos.
No entanto, ainda há muito a ser feito. A falta de acessibilidade e a discriminação ainda são grandes obstáculos para as pessoas com deficiência. Por isso, é necessário que haja um esforço conjunto da sociedade, do governo e das instituições para garantir os direitos e a inclusão plena dessas pessoas.
O “Grupo da Diferença” é um exemplo de que é possível promover a inclusão e a igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência. E é preciso que mais iniciativas como essa sejam criadas e apoiadas, para que possamos construir uma sociedade mais justa e inclusiva para todos.
No culminar da semana em que se celebrou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, é importante refletirmos sobre a importância da inclusão e do res













