O Natal é uma época de paz, amor e esperança, mas infelizmente, muitas partes do mundo são marcadas pela guerra e pelo sofrimento. É nesses momentos que o exemplo de líderes religiosos como D. Francisco Senra Coelho se torna ainda mais importante. Bispo de Leiria-Fátima, D. Francisco tem desafiado os cristãos a serem “presépio aberto” em um mundo que enfrenta desafios como a guerra e a migração.
Em um mundo cada vez mais polarizado, onde o medo e a desconfiança parecem prevalecer, D. Francisco tem sido uma voz de compaixão e solidariedade. Através de suas ações e discursos, ele tem chamado a atenção para a necessidade de estender a mão aos mais vulneráveis, seguindo o exemplo do presépio, que nos convida a acolher a todos com amor e humildade.
Em suas palavras, D. Francisco tem lembrado aos cristãos que ser “presépio aberto” significa ser um refúgio para aqueles que sofrem e têm suas vidas afetadas pela guerra e pela migração. Para ele, isso não é apenas um ato de caridade, mas sim um dever cristão. O bispo acredita que o presépio é uma representação perfeita do que devemos ser como cristãos, abertos, acolhedores e solidários.
O desafio lançado por D. Francisco é de extrema importância em um momento em que o mundo enfrenta uma crise humanitária sem precedentes. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), existem mais de 82 milhões de refugiados e deslocados internos ao redor do mundo, sendo que metade são crianças e jovens. A guerra, a perseguição e a violência têm obrigado milhões de pessoas a abandonar suas casas e seus países em busca de segurança e sobrevivência.
Infelizmente, em muitos países, esses refugiados e deslocados enfrentam barreiras e hostilidade em sua busca por um novo lar. Muitas vezes, são tratados como ameaças e não como seres humanos em busca de ajuda. E é aí que entra o chamado de D. Francisco, de sermos “presépio aberto” e acolhermos aqueles que precisam de ajuda e proteção.
Mas ser “presépio aberto” não é apenas sobre acolher os refugiados e deslocados, é também sobre promover a paz e a reconciliação. D. Francisco tem incentivado os cristãos a serem construtores de pontes, em vez de muros, promovendo o diálogo e o entendimento entre culturas e religiões diferentes.
Afinal, o nascimento de Jesus é um lembrete de que todos somos irmãos e irmãs, independentemente de nossas diferenças. E, como diz D. Francisco, “o presépio sem fronteiras nos convida a lembrar que, além de diferenças e conflitos, existe uma humanidade comum que deve ser respeitada e protegida”.
Além disso, D. Francisco também tem chamado a atenção para as causas estruturais que levam à guerra e ao sofrimento, como a pobreza e a desigualdade. Ele acredita que é nosso dever, como cristãos, lutar por um mundo mais justo e equilibrado, onde todos tenham a oportunidade de viver com dignidade.
Suas palavras e ações têm tido um impacto profundo nas comunidades cristãs e além. Ele tem incentivado as paróquias e dioceses a se envolverem em projetos de ajuda aos refugiados, bem como a promover iniciativas de paz e diálogo. Seu exemplo tem motivado muitas pessoas a se juntarem a esta














