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Acesso de sem-abrigo a cama de emergência “pode demorar seis meses”

Responsável pela “Porta Solidária” pede mais investimento do Governo no combate à fome e na integração de pessoas em situação de sem-abrigo no Porto

A cidade do Porto é conhecida por sua rica cultura, arquitetura e gastronomia, mas infelizmente, como muitas outras cidades, também sofre com a realidade da fome e da pobreza. Todos os dias, centenas de pessoas necessitadas contam com a “Porta Solidária”, um projeto que serve mais de 400 refeições diárias àqueles que não têm o que comer.

Mas, mesmo com essa importante iniciativa, ainda há muito a ser feito para combater a fome e a pobreza na cidade. Em entrevista recente, o coordenador do Secretariado Diocesano da Pastoral Social, responsável pelo projeto, pediu mais investimento do Governo e a concretização da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.

De acordo com o coordenador, há uma grande carência de camas e gestores de caso, sobretudo na região Norte do país. Isso dificulta a inclusão e a assistência adequada às pessoas em situação de sem-abrigo, que muitas vezes se veem deixadas à própria sorte nas ruas.

É necessário que haja um esforço conjunto das autoridades e da sociedade civil para enfrentar essa triste realidade. É importante destacar que a fome e a pobreza não devem ser tratadas apenas como questões de assistência social, mas sim como problemas estruturais que exigem políticas públicas efetivas.

O papel do Governo nesse processo é fundamental. É preciso que sejam destinados mais recursos para a criação de programas e projetos que visem a redução da pobreza e a promoção da inclusão social. Além disso, é importante que a Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo seja colocada em prática de forma efetiva, com medidas que realmente tenham impacto na vida dessas pessoas.

Mas não são apenas as autoridades que devem agir. Cada um de nós pode e deve fazer sua parte para ajudar aqueles que mais precisam. Voluntariado em projetos como a “Porta Solidária” é uma forma prática e importante de contribuir para a melhoria da situação daqueles que vivem em condições de extrema vulnerabilidade. Além disso, é importante que tenhamos empatia e solidariedade com o próximo, oferecendo nossa ajuda e apoio sempre que possível.

Neste contexto, é inspirador ver que, nesta quarta-feira, o bispo do Porto irá ajudar a servir a Ceia de Natal na “Porta Solidária”. Esse é um gesto simbólico e de grande importância, que mostra que a Igreja está engajada e comprometida com a causa da fome e da pobreza.

É preciso lembrar que a fome não é apenas a falta de comida, mas também a falta de dignidade e oportunidades. É necessário que lutemos juntos para acabar com a miséria, promover a inclusão e garantir que todas as pessoas tenham acesso à uma vida digna.

Portanto, é hora de agir. O apelo do coordenador da “Porta Solidária” é um chamado à ação para que o Governo e a sociedade como um todo invistam naqueles que mais precisam. Não podemos esperar que a situação se agrave ainda mais para tomarmos medidas efetivas. Que a Ceia de Natal servida pelo bispo do Porto sirva como um lembrete de que juntos podemos fazer a diferença e construir um mundo mais justo e humano.

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