A atriz francesa, Jeanne Moreau, faleceu neste domingo (28), aos 91 anos, deixando um legado inesquecível na indústria do cinema. Conhecida por sua beleza única e talento inegável, Moreau redefiniu a imagem feminina com papéis ousados e independentes ao longo de sua carreira.
Nascida em Paris, em 23 de janeiro de 1928, Moreau descobriu sua paixão pela atuação ainda jovem. Ela estudou na prestigiada escola de atores, Conservatório de Paris, e fez sua estreia no cinema em 1949, no filme “Dernier amour”. Desde então, ela se tornou um ícone do cinema francês e internacional.
Ao longo de sua carreira, Moreau trabalhou com alguns dos maiores diretores do mundo, incluindo Louis Malle, Orson Welles, François Truffaut e Luis Buñuel. Ela foi elogiada por sua capacidade de se transformar em diferentes personagens, desde mulheres fortes e independentes até personagens mais frágeis e vulneráveis.
No entanto, foi em 1958, com o filme “Ascensor para o Cadafalso”, dirigido por Louis Malle, que Moreau conquistou seu lugar como uma das maiores atrizes do cinema. Seu papel como Florence Carala, uma mulher infeliz em um casamento sem amor, foi aclamado pela crítica e pelo público. Com sua atuação intensa e emocionante, Moreau mostrou que as mulheres não precisavam ser apenas coadjuvantes, mas podiam ser protagonistas de suas próprias histórias.
Ao longo de sua carreira, Moreau continuou a desafiar as convenções e estereótipos de gênero em seus papéis. Em “Jules et Jim” (1962), dirigido por François Truffaut, ela interpretou uma mulher livre e independente, que se envolve em um triângulo amoroso com dois amigos. Mais uma vez, sua atuação foi elogiada e a personagem se tornou um ícone do feminismo.
Além de sua carreira no cinema, Moreau também se aventurou no teatro e na televisão. Ela ganhou o prêmio César de Melhor Atriz em 1992, por sua atuação na peça “Le Récit de la Servante Zerline”. Em 1995, ela também recebeu um Emmy pelo filme “Les cent et une nuits de Simon Cinéma”.
Moreau foi uma artista completa, além de atuar, ela também dirigiu e escreveu roteiros. Seu trabalho como diretora inclui o filme “Lumière” (1976), que foi selecionado para o Festival de Cannes, e o documentário “Lillian Gish” (1983). Ela também escreveu roteiros para filmes como “Moderato Cantabile” (1960) e “Le journal d’une femme de chambre” (1964).
Sua influência no cinema francês e mundial é inegável. Moreau foi homenageada com diversos prêmios ao longo de sua carreira, incluindo um Leão de Ouro honorário no Festival de Veneza em 1991 e um Oscar honorário em 1998. Ela também foi presidente do júri do Festival de Cannes em 1975 e foi a primeira mulher a receber o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes em 1976.
Moreau também foi uma defensora das causas sociais e políticas. Ela foi membro do Partido Comunista Francês e lutou pelos direitos das mulheres e dos imigrantes. Sua voz e opiniões eram respeitadas por muitos e ela sempre usou sua plataforma para lutar por justiça e igualdade.
Sua morte deixou o mundo do cinema em luto, mas seu legado continuará vivo através de seus filmes e de sua influência na















