O Ano Santo, também conhecido como Jubileu, é um período de grande importância para a Igreja Católica. É um tempo de renovação da fé, de reconciliação e de solidariedade com os mais necessitados. No Patriarcado de Lisboa, o diretor do Departamento da Pastoral Sócio-Caritativa, Manuel Girão, afirma que o Ano Santo foi “mobilizador” e que a dinâmica alcançada é para continuar. No entanto, ele também aponta os maiores desafios que a Igreja enfrentará até o próximo Jubileu em 2026: a falta de habitação, o isolamento dos idosos e a imigração.
Em entrevista, Manuel Girão destaca que o Ano Santo foi um momento de grande mobilização e engajamento por parte dos fiéis. Muitas ações de solidariedade foram realizadas, como a distribuição de alimentos, roupas e produtos de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, foram promovidas diversas iniciativas de acolhimento e apoio aos mais necessitados, como os sem-teto e os imigrantes.
No entanto, o diretor da Pastoral Sócio-Caritativa ressalta que a dinâmica criada durante o Ano Santo não pode ser esquecida. Ela deve ser mantida e fortalecida nos próximos anos, para que a Igreja continue sendo uma força de transformação social. Para isso, é necessário enfrentar os desafios que ainda persistem na sociedade portuguesa.
Um dos maiores desafios é a falta de habitação. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, Portugal tem cerca de 26 mil pessoas sem teto, sendo que a maioria delas vive em Lisboa. A Igreja tem um papel fundamental nessa questão, pois possui diversos imóveis que podem ser utilizados para abrigar essas pessoas. Além disso, é preciso pressionar o governo para que sejam criadas políticas públicas efetivas para solucionar esse problema.
Outro desafio é o isolamento dos idosos. Muitos idosos vivem sozinhos e enfrentam dificuldades para se locomover e realizar tarefas simples do dia a dia. A Igreja, por meio de suas pastorais e grupos de voluntários, pode oferecer apoio e companhia a essas pessoas, promovendo uma maior inclusão social e combatendo a solidão.
A imigração também é um tema importante e desafiador. Segundo Manuel Girão, as instituições da Igreja já empregam 25% de imigrantes em suas atividades sociais. No entanto, é preciso ir além e integrar essas pessoas na sociedade portuguesa. Isso significa oferecer oportunidades de trabalho, educação e moradia, além de promover o respeito e a valorização da diversidade cultural.
Para o diretor da Pastoral Sócio-Caritativa, a integração dos imigrantes é fundamental para a construção de uma sociedade justa. “Precisamos deles para trabalhar, mas temos que integrá-los, pois só assim teremos uma sociedade verdadeiramente inclusiva e solidária”, afirma Girão.
No Patriarcado de Lisboa, a Igreja tem sido uma grande aliada na luta contra as desigualdades e na promoção da justiça social. Através de suas pastorais, instituições e grupos de voluntários, ela tem se mostrado presente e atuante nas questões que afetam os mais vulneráveis. E o Ano Santo foi um momento de grande mobilização e conscientização para que essa atuação continue e se fortaleça nos próximos anos.
Portanto, é necessário que todos, fiéis e não fiéis, se unam em prol de uma sociedade mais justa e solidária. O Ano Santo pode ter











