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Gronelândia: Trump não quer “Rússia ou a China como vizinhos”

No início de agosto de 2019, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou polêmica ao afirmar que o país deveria adquirir o território de Guam, uma ilha localizada no Oceano Pacífico e que é um território não incorporado dos EUA. Essa declaração foi feita apesar de os EUA já manterem uma presença militar na ilha, por meio de um acordo firmado em 1951. Segundo Trump, esse tipo de entendimento não é suficiente para garantir a defesa do país.

A declaração do presidente americano gerou preocupação e indignação não só em Guam, mas também em outros países, que viram nessa afirmação uma ameaça à soberania e integridade territorial da ilha. No entanto, é importante entender o contexto por trás dessa declaração e analisar os possíveis impactos que ela pode ter.

Guam é uma ilha com uma área de apenas 541 km² e uma população de cerca de 170 mil habitantes. Ela está localizada no Oceano Pacífico, a cerca de 3.400 km de distância do continente americano. Desde a Segunda Guerra Mundial, a ilha é considerada estratégica para os EUA, devido à sua localização geográfica. Por isso, em 1951, foi firmado um acordo entre os dois países, que permitiu a presença militar americana na ilha.

Esse acordo, conhecido como Tratado de Cooperação Mútua, garante que os EUA tenham o direito de estabelecer bases militares em Guam e de utilizar a ilha como ponto de apoio para suas operações militares na região. Além disso, o tratado também prevê que os EUA sejam responsáveis pela defesa de Guam em caso de ameaça externa.

No entanto, segundo Trump, esse acordo não é suficiente para garantir a segurança e defesa dos EUA. Em sua declaração, ele afirmou que o país deveria adquirir o território de Guam, pois assim teria total controle sobre a ilha e poderia garantir sua proteção de forma mais efetiva. Essa afirmação gerou preocupação em Guam, que teme perder sua autonomia e ser tratada como uma propriedade dos EUA.

Além disso, a declaração de Trump também gerou preocupação em outros países, principalmente na China e na Coreia do Norte, que veem nessa afirmação uma ameaça à estabilidade da região. Ambos os países têm disputas territoriais com os EUA e já expressaram sua insatisfação com a presença militar americana em Guam.

No entanto, é importante ressaltar que a declaração de Trump não é uma novidade. Desde sua campanha presidencial, ele tem defendido uma postura mais agressiva em relação à defesa dos interesses americanos e à proteção do país contra possíveis ameaças externas. Além disso, ele já demonstrou sua vontade de expandir a presença militar dos EUA em todo o mundo.

Apesar disso, é preciso analisar os possíveis impactos que a aquisição de Guam pelos EUA poderia ter. Além de gerar tensões com outros países, essa medida poderia afetar a economia e a cultura da ilha, que é fortemente influenciada pela cultura nativa chamorro. Além disso, a população de Guam teme que a aquisição do território pelos EUA possa levar a uma maior militarização da ilha e a uma perda de sua identidade cultural.

Por outro lado, há quem defenda que a aquisição de Guam pelos EUA poderia trazer benefícios para a ilha, como um maior desenvolvimento econômico e uma maior segurança em relação a possíveis ameaças externas. Além disso, a presença militar americana na ilha é vista por muitos

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