O consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, em todo o mundo. Infelizmente, esse aumento não tem sido acompanhado por consequências positivas, pelo contrário, temos visto um aumento preocupante de doenças crônicas e problemas de saúde, especialmente entre os jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade, o diabetes, as doenças cardíacas, os cânceres e as lesões são algumas das consequências dessa crescente tendência de consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas. E os motivos para isso são claros: essas bebidas estão cada vez mais baratas e acessíveis, enquanto o consumo de água e outras bebidas saudáveis é desencorajado.
Em Portugal, essa realidade não é diferente. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o consumo médio de bebidas alcoólicas em Portugal é superior à média europeia, com um aumento preocupante entre os jovens. Além disso, o consumo de bebidas açucaradas também tem aumentado, contribuindo para o aumento da obesidade e outras doenças relacionadas ao açúcar.
Um dos principais fatores que contribui para esse cenário é o preço dessas bebidas. Enquanto as bebidas açucaradas e alcoólicas estão mais baratas e acessíveis, o consumo de água e outras bebidas saudáveis é desencorajado pela falta de incentivos fiscais. Segundo a OMS, a redução de impostos sobre bebidas açucaradas e alcoólicas pode ser uma das principais razões para o aumento do consumo dessas bebidas e, consequentemente, para o aumento de doenças crônicas e problemas de saúde.
Apesar do alerta da OMS e de diversos estudos sobre os efeitos negativos dessas bebidas, o vinho permanece isento de impostos em Portugal. Isso significa que, além de ser uma bebida socialmente aceita e consumida em diversas ocasiões, o vinho ainda é mais barato do que outras bebidas alcoólicas e saudáveis. No entanto, apesar de ser considerado uma bebida mais saudável do que outras opções, o vinho também pode ter efeitos negativos à saúde se consumido em excesso.
É importante ressaltar que não se trata de proibir o consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas, mas sim de incentivar o consumo consciente e responsável, principalmente entre os jovens. Afinal, esses hábitos adquiridos na juventude podem ter consequências significativas na vida adulta. Além disso, é necessário uma maior conscientização sobre os riscos à saúde relacionados ao consumo excessivo dessas bebidas, especialmente entre os mais jovens, que são mais vulneráveis às influências da mídia e da publicidade.
É preciso também que haja uma mudança de cultura, onde o consumo de água e outras bebidas saudáveis seja incentivado e valorizado. O investimento em programas de educação e conscientização sobre os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada é fundamental para combater essa crescente tendência de consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas.
Além disso, é necessário que as políticas públicas estejam alinhadas com as recomendações da OMS e de outras organizações de saúde, de forma a criar medidas efetivas para reduzir o consumo dessas bebidas e incentivar uma dieta mais saudável para a população como um todo.
Em suma, o aumento do consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas tem gerado consequências graves para a saúde, especialmente entre os jovens. É preciso que haja uma mudança de cultura e de políticas públicas para combater essa tendência e promover uma alimentação mais saudável e equilibrada. Afinal,















