Este ano, Portugal se prepara para mais uma eleição presidencial, que está marcada para acontecer em janeiro de 2021. E como em qualquer processo democrático, a participação da população é fundamental para garantir a representatividade e a legitimidade do resultado.
Nesse contexto, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas, fez um apelo importante aos cidadãos para que exerçam o seu direito de voto. Em uma declaração recente, D. José afirmou que “o mundo está cheio de exemplos” de “direitos que pareciam adquiridos”, mas acabaram sendo perdidos.
Essa é uma reflexão necessária em um momento em que vemos a democracia sendo questionada em diferentes partes do mundo. Direitos e liberdades conquistados ao longo dos anos estão em risco e é papel de todos nós, como cidadãos, garantir que eles sejam preservados.
O apelo do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa é ainda mais relevante ao considerarmos que as eleições presidenciais acontecerão em um contexto de pandemia. Com o aumento dos casos de Covid-19 em Portugal, medidas de distanciamento social e cuidados sanitários serão necessárias durante todo o processo eleitoral.
No entanto, é preciso lembrar que o voto é uma forma de exercício da cidadania e que, mesmo em tempos difíceis, é possível e necessário manter a participação democrática. O voto nas eleições presidenciais é uma oportunidade de mostrar que a sociedade portuguesa continua engajada e comprometida com os valores democráticos.
Além disso, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa também destacou a importância de se votar com consciência e responsabilidade, escolhendo candidatos que representem os valores e interesses da sociedade. É importante que os eleitos tenham compromisso com a justiça social, a solidariedade e a promoção do bem comum.
Nesse sentido, é importante que os cidadãos se informem sobre as propostas dos candidatos, seus históricos e suas ideologias. Não votemos apenas por impulso ou influência de terceiros, mas sim com consciência e conhecimento sobre os candidatos e suas plataformas.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa também enfatizou a importância do diálogo e do respeito às diferenças durante o período eleitoral. É comum que, em períodos eleitorais, as emoções estejam à flor da pele e que haja um clima de polarização. No entanto, é necessário lembrar que a democracia é construída através do diálogo e do respeito às ideias divergentes.
Portanto, é preciso reforçar que as eleições presidenciais são um momento de união e de fortalecimento da democracia em Portugal. É uma oportunidade de exercer a cidadania e de mostrar que a sociedade está atenta e engajada no futuro do país.
Em um momento em que muitos países enfrentam ameaças à democracia, é preciso lembrar que este é um direito conquistado e que deve ser defendido por todos. Assim, o apelo do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa é um importante lembrete de que a participação nas eleições presidenciais é um dever cívico e um ato de responsabilidade com o país.
Neste ano eleitoral, a população portuguesa tem a oportunidade de mostrar ao mundo que a democracia está viva e que temos consciência da importância de exercer nossos direitos e deveres como cidadãos. Que possamos seguir o exemplo de outros países em que o voto é obrigatório, lembrando que a nossa participação é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Portanto
