O território é um bem precioso que deve ser cuidado e preservado para as gerações futuras. Por isso, é importante que as decisões relacionadas a ele sejam tomadas de forma consciente e responsável. Pensando nisso, o organismo católico tem defendido a importância da participação significativa, do diálogo e da primazia do bem comum nas decisões que afetam o território.
A Igreja Católica sempre teve uma preocupação com a preservação do meio ambiente e com a justiça social. Para ela, o cuidado com a criação é um dever de todos os seres humanos, pois somos responsáveis por garantir um planeta saudável e sustentável para as próximas gerações. Nesse sentido, o organismo católico tem se posicionado de forma clara e firme em relação às decisões que afetam o território.
Em sua encíclica Laudato Si’, o Papa Francisco aborda a questão ambiental e a importância da participação da sociedade nas decisões relacionadas ao meio ambiente. Ele ressalta que “a participação deve ser acompanhada por um diálogo constante e por uma busca sincera do bem comum” (LS, 183). Ou seja, é fundamental que a população seja ouvida e que haja um diálogo aberto e transparente entre os diferentes atores envolvidos nas decisões que afetam o território.
Além disso, o Papa Francisco também destaca a importância da primazia do bem comum nessas decisões. O bem comum é o conjunto de condições que permitem o pleno desenvolvimento da pessoa e da sociedade. Portanto, é necessário que as decisões relacionadas ao território sejam tomadas visando o bem de todos, e não apenas de um grupo ou interesse particular.
O organismo católico tem se posicionado de forma ativa em relação a diversas questões que afetam o território. Um exemplo disso é a luta pela preservação da Amazônia, considerada um patrimônio natural e cultural da humanidade. A Igreja tem se unido a outras organizações e movimentos sociais para defender a floresta e os povos que nela habitam, buscando sempre o diálogo e a participação da sociedade nas decisões relacionadas à região.
Outro ponto importante defendido pelo organismo católico é a importância da sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável. A Igreja acredita que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente e a promoção da justiça social. Para isso, é necessário que haja uma mudança de mentalidade e que as decisões sejam tomadas considerando os impactos ambientais e sociais.
Além disso, a Igreja também tem se posicionado contra projetos que ameaçam o meio ambiente e a vida das comunidades locais, como a construção de grandes hidrelétricas e a exploração desenfreada de recursos naturais. Para o organismo católico, é preciso que esses projetos sejam avaliados de forma criteriosa, levando em conta os impactos ambientais e sociais, e que a população seja consultada e tenha voz ativa nessas decisões.
A participação significativa, o diálogo e a primazia do bem comum são valores fundamentais para a Igreja Católica e devem ser levados em consideração em todas as decisões que afetam o território. A Igreja acredita que é possível construir um futuro melhor para todos, mas isso só será possível se houver uma mudança de postura e uma maior conscientização sobre a importância de cuidar do nosso planeta.
Portanto, é necessário que as autoridades e a sociedade como um todo ouçam o chamado da Igreja e busquem tomar decisões que garantam a preservação do
