A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado constantemente sobre a importância da vacinação contra o sarampo, uma doença altamente contagiosa que era considerada erradicada em muitos países. No entanto, nos últimos anos, o vírus do sarampo tem apresentado uma circulação persistente em diversos países europeus, incluindo Espanha, Reino Unido, Áustria, Arménia, Azerbaijão e Uzbequistão.
O sarampo é uma doença viral aguda que afeta principalmente crianças, mas pode também ocorrer em adultos não imunizados. Os principais sintomas incluem febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. Embora seja geralmente uma doença autolimitante, o sarampo pode levar a complicações graves, como pneumonia, encefalite e até mesmo morte.
No final de 2019, a OMS divulgou um relatório preocupante, afirmando que a transmissão do sarampo está ocorrendo de forma sustentada em 13 países europeus, incluindo alguns que eram considerados livres da doença. Além disso, o relatório também alertou sobre a expansão do vírus para outros países, principalmente devido ao aumento do número de pessoas não vacinadas.
A explicação para o ressurgimento do sarampo em alguns países europeus está relacionada à baixa cobertura vacinal e à falta de medidas de prevenção adequadas. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo, e é recomendada pela OMS como parte do calendário vacinal de todos os países. No entanto, nos últimos anos, tem havido um aumento no número de pais e mães que decidiram não vacinar os seus filhos por crenças pessoais ou por informações falsas sobre os riscos das vacinas.
Essa decisão tem graves consequências não apenas para as crianças não vacinadas, mas também para toda a comunidade. A vacinação em massa é fundamental para alcançar a imunidade coletiva, ou seja, a proteção da população como um todo contra uma doença, reduzindo assim o risco de transmissão do vírus. Quando uma grande parte da população não está vacinada, a imunidade coletiva é quebrada e as chances de surtos de doenças aumentam dramaticamente.
Além disso, o sarampo é altamente contagioso e pode ser facilmente transmitido através de gotículas respiratórias, o que o torna uma doença de rápida disseminação. É importante lembrar que a vacinação não é apenas uma proteção individual, mas sim uma responsabilidade social. Ao vacinar-se, você não só protege a si mesmo, mas também aqueles que não podem ser vacinados por motivos médicos, como bebês muito novos ou indivíduos com sistema imunológico comprometido.
Portanto, é necessário que os pais e responsáveis assumam a responsabilidade de vacinar seus filhos e que os governos tomem medidas para garantir a disponibilidade e acessibilidade das vacinas. Além disso, é importante que a informação correta e baseada em evidências seja divulgada para esclarecer as dúvidas e mitos sobre as vacinas.
Felizmente, muitos países europeus já estão tomando medidas para combater o ressurgimento do sarampo. Na Espanha, por exemplo, a cobertura vacinal tem sido ampliada e campanhas de conscientização estão sendo realizadas para incentivar a vacinação. No Reino Unido, medidas ainda mais rigorosas foram implementadas, incluindo multas para pais que não vacinarem seus filhos.
Em outros países, como Áustria, Arménia, Azerbaijão e Uzbequistão, os governos também estão tomando medidas para combater o sarampo, como campanhas de vacinação e re














